A Câmara Municipal de Tomar espera avançar “nas próximas semanas” com a reabertura condicionada da Mata Nacional dos Sete Montes, encerrada desde a passagem da tempestade Kristin, no final de janeiro. A abertura total do espaço continua, no entanto, apontada para outubro, caso se confirmem as previsões técnicas.
O tema voltou à reunião do executivo municipal depois de a vereadora do Partido Socialista, Filipa Fernandes, questionar o presidente da Câmara sobre o ponto de situação do processo.
A eleita recordou que, na reunião de 15 de junho, Tiago Carrão tinha anunciado que a mata iria reabrir em breve, ainda que de forma faseada e condicionada, permitindo novamente o acesso da população e dos visitantes ao espaço.
“Contudo, até à presente data isso ainda não aconteceu. E assim volto a questionar o senhor presidente para quando está prevista, em concreto, a reabertura da Mata Nacional dos Sete Montes, ainda que de forma faseada e condicionada, conforme já anunciado por si?”, questionou.
Em resposta, Tiago Carrão explicou que a reabertura integral continua dependente dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
“A abertura em pleno, esperemos que consigamos, obviamente também com o bom esforço do ICNF, que seja em outubro, que era a última data apontada tecnicamente”, afirmou.
O autarca adiantou que irá solicitar uma atualização do ponto de situação para perceber se os prazos inicialmente previstos se mantêm, mas mostrou vontade de que a reabertura parcial aconteça antes.
“Gostava que fosse já anteriormente. Ainda não o conseguimos fazer, mas vamos tentar que seja realmente nas próximas semanas e, se não for durante o mês de agosto, seja no início de setembro”, disse.
Tiago Carrão justificou o atraso com razões de segurança, explicando que continuam a existir árvores caídas e outras em risco de queda no interior da mata, situação que impede a abertura sem restrições.
“Para sermos claros sobre a questão da Mata Nacional dos Sete Montes, o risco é que ainda existe ali algum património arbóreo, ou seja, há algumas árvores caídas, algumas em risco de queda, e tem de estar tudo bem acautelado para que as pessoas, se fosse uma abertura total, não se aventurassem e corressem algum risco”, afirmou.
Ainda assim, o presidente da Câmara reconheceu que a abertura condicionada do espaço já deveria ter sido concretizada.
“A abertura controlada é desejável, até para as pessoas reconhecerem e conhecerem aquilo que está lá no espaço. Efetivamente, já deveria ter acontecido e não aconteceu, e essa é uma falha que iremos colmatar assim que possível”, concluiu.
