Sessão de autógrafos no lançamento de "Alma Nabantina", de Luís Ribeiro. Foto: mediotejo.net

A alma de Tomar surgiu na sede da Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina este sábado, dia 20, impressa nas páginas do novo livro de Luís Ribeiro. O fotógrafo e blogger tomarense partilhou os pormenores e as cores que distinguem a “Alma Nabantina” durante o lançamento da nova obra e as imagens que mostram a essência do concelho passarão a integrar as ofertas da autarquia às instituições que o visitem.

O salão da associação centenária encheu-se para conhecer Tomar através da perspetiva de Luís Ribeiro. Um lado desconhecido do concelho que começou a ser eternizado com a sua máquina fotográfica desde 2015, data da fotografia da capa do livro que foca a Festa dos Tabuleiros no rosto de Renata. À da jovem juntam-se, no interior do livro, outras imagens que transmitem o misticismo templário, as chegadas e partidas da estação ferroviária ou a intimidade entre o rio Nabão e a cidade.

Pessoas e lugares que o fotógrafo diz serem como o ar que respira. Nos instantes que antecederam o lançamento do livro, Luís Ribeiro partilhou com o mediotejo.net que consegue transformar esse ar em imagens pela “paixão que se tem à nossa terra” complementada pela “forma como olhamos para as coisas, para a vida”. A tal paixão pela fotografia passou a fazer-lhe companhia de forma mais regular a partir de 2008 quando começou a colaborar com um jornal local que lhe “pôs uma máquina fotográfica nas mãos”.

O lançamento do livro de Luís Ribeiro realizou-se na sede da Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina. Fotos: mediotejo.net

O gosto foi aprofundado desde então, melhorou a técnica através dos conhecimentos partilhados por outros na internet e os “olhares e momentos” foram-se cruzando com ele no dia-a-dia, ficando registados para sempre. A sensibilidade, diz, é algo inato e foi importante para conseguir transmitir através das imagens reunidas no livro aquilo que considera trazer “alma a Tomar, ao concelho” e destacar as pessoas “que fazem muito pela nossa terra por amor”.

A mensagem da “Alma Nabantina” não se esgota nas fotografias a cores ou preto e branco e surge, igualmente, no formato escrito com as palavras assinadas pelo poeta e escritor Miguel Torga ou a presidente do município de Tomar Anabela Freitas. A autarca esteve presente no lançamento, tendo destacado a forma como as fotografias de Luís Ribeiro dão “um outro olhar sobre a nossa terra” e fazem “olhar com olhos de ver”, obrigando “a parar para refletir”.

O livro “Alma Nabantina”. Fotos: mediotejo.net

A presidente da autarquia anunciou que o novo livro de Luís Ribeiro passará a ser uma das ofertas institucionais da Câmara Municipal e destacou a atitude de vida positiva que este transmite e deve ser sentida por todos os tomarenses. Postura diferenciadora do fotógrafo que Filipa Fernandes, presidente da Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina e vereadora da Câmara Municipal, defendeu ter “um longo caminho para percorrer” num percurso que deixará “um registo” do concelho.

O ponto foi, igualmente, salientado por Nuno Garcia Lopes, responsável pela apresentação do livro lançado com a chancela da editora Alma Lusa. O escritor e técnico municipal partilhou como conheceu Luís Ribeiro através do blog “Tomar, a Cidade” e destacou o olhar próprio do fotógrafo que permite sentir o que se vê uma vez que “é fácil fotografar o corpo, o mais difícil é fotografar a alma”. A obra, acrescentou, deverá ser a primeira de outras “porque a cidade merece”, dando a conhecer outras vertentes de Luís Ribeiro, como a fotografia de natureza.

O fotógrafo com Nuno Garcia Lopes, Filipa Fernandes, Anabela Freitas durante a apresentação e no início com Elsa Ribeiro Gonçalves. Fotos: mediotejo.net

Futuros degraus na escadaria que a jornalista Elsa Ribeiro Gonçalves, autora do prefácio, disse ter começado a subir com o fotógrafo desde a preparação do livro, em 2017, e a transformação do sonho em realidade. O início da subida não foi fácil devido à dificuldade em obter apoios financeiros, mas foram subindo degrau a degrau até atingir o da venda de 40 exemplares online e o conquistado este sábado que pode “inspirar outros” a lutar pelo que desejam.

O momento foi simbólico não só para Luís Ribeiro, mas também para os vencedores do concurso de fotografia da Festa Templária.

As imagens de Paulo Melo, Paulo Mendes e Helena Ferrari foram selecionadas pelo júri entre as participantes nas categorias “Cores”, “Preto e Branco” e “Telemóvel”, respetivamente. Os prémios dos três primeiros lugares foram entregues na sede da Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina antes da sessão de autógrafos e do porto de honra servido na Sala João Vital.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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2 Comments

  1. Boa noite

    No último parágrafo quando se refere aos vencedores do concurso de fotografia o nome correto do vencedor da categoria “Preto e Branco” é Paulo Mendes.
    Obrigado

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