Está afastada a possibilidade de instalação de uma Loja do Cidadão no Palácio de Alvaiázere, em Tomar. A decisão resulta das limitações estruturais do edifício, que não dispõe da área exigida pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA) para uma loja de terceira geração, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão (PSD), na última reunião do executivo.
Segundo explicou o autarca, a AMA previa para Tomar uma Loja do Cidadão com cerca de 880 metros quadrados, dimensão considerada necessária para integrar serviços como a Autoridade Tributária (Finanças) e a Segurança Social.
No entanto, o Palácio de Alvaiázere apenas disponibiliza uma área aproximada de 330 metros quadrados, o que inviabiliza o projeto naquele local.
Perante este cenário, o presidente do município sublinhou que existem agora duas alternativas possíveis: a escolha de um outro local para a instalação da Loja do Cidadão ou a eventual aquisição de um edifício contíguo, soluções que serão agora analisadas pelos serviços técnicos da autarquia.

Durante a mesma reunião, o vereador do Partido Socialista, Hugo Cristóvão, defendeu que o município não deve aceitar de forma passiva as condições apresentadas pela AMA, alertando para o risco de encerramento de serviços que já funcionam de forma autónoma na cidade.
“As Lojas do Cidadão não são todas iguais pelo país fora, nem nos serviços que disponibilizam, nem nas áreas dos edifícios onde estão. (…) Nós deveremos querer uma Loja do Cidadão, mas não deveremos aceitar que isso signifique encerrar serviços que já existem na comunidade, nomeadamente as Finanças, que funcionam bem, num edifício próprio”, afirmou.
Hugo Cristóvão defendeu ainda que, caso exista vontade política para avançar com uma Loja do Cidadão, esta deverá complementar a oferta de serviços existente em Tomar e não substituir estruturas já consolidadas.
