Livro homenageia arte de trabalhar o barro em Asseiceira. Foto: mediotejo.net

O livro “Asseiceira: A arte de trabalhar o barro vermelho”, uma obra de José Joaquim Ferreira Marques que pretende valorizar e homenagear todos aqueles que trabalharam e trabalham a arte da olaria, foi apresentado no Centro Cultural daquela localidade do concelho de Tomar com casa cheia.

Um livro com muito de técnico, com introdução histórica de André Camponês, e que conta com algumas notas histórico-etnográficas relacionadas com a cerâmica e a olaria da Asseiceira, um saber-fazer tradicional que fica registado em documento para as gerações atuais e vindouras, tendo contado com um salão repleto de populares, convidados e autarcas, entre o presidente da Junta de Freguesia local e a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Tomar.

Um documento que o autor afirmou na ocasião que desejava escrever e publicar, como forma de homenagear oleiros e talheiros que ao longo das suas vidas trabalharam o barro vermelho em Asseiceira, valorizando a história e as gentes de Asseiceira, a par do património cultural imaterial tomarense.

O livro “Asseiceira: A arte de trabalhar o barro vermelho”. Foto: mediotejo.net

Talhas, talhões, tarefas, púcaros para a resina, loiça de uso doméstico, cerâmica grosseira (tijolo maciço, tijoleira, telha, de canudo, adobos) são testemunho vivo de um ofício tradicional, que as mãos rudes de quem trabalhou e trabalha o barro tão bem sabe moldar.

José Joaquim Ferreira Marques. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | JOSÉ JOAQUIM MARQUES, AUTOR DO LIVRO:

José Miguel, oleiro de Asseiceira. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | JOSÉ MIGUEL, UM DOS DOIS OLEIROS NO ATIVO EM ASSEICEIRA:

Carlos Rodrigues, presidente Junta de Freguesia de Asseiceira. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | CARLOS RODRIGUES, PRESIDENTE JF ASSEICEIRA:

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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