IPT aumenta oferta de camas em Tomar para estudantes com investimento de 2.2 ME. Foto: IPT

“Esta oferta vem de alguma forma aumentar a nossa disponibilidade, aumentar em 68 o número de camas que nós temos já nas nossas residências e temos aqui um aumento para cerca de 13% do número total de estudantes que temos no Instituto Politécnico de Tomar, o que é relevante”, disse ao mediotejo.net o presidente do IPT, João Coroado.

Para além disso, notou, “traz outros benefícios acrescidos porque o edifício que está destinado a reabilitação para a residência é um edifício que já tem algum tempo, é um dos edifícios do IPT, fica no centro da cidade de Tomar, para além de beneficiar com uma reabilitação, porque é um edifício que tem custos de manutenção, também dinamiza com o número de estudantes que ocupará esse edifício, há uma certa dinamização e rejuvenescimento do centro da cidade, e desse ponto de vista também é muito interessante para Tomar”, destacou Coroado.

Com um total de cerca de 2.600 estudantes, a atual residência, no campus do IPT, dividida em duas alas, uma masculina e outra feminina, tem cerca de 250 camas disponíveis, a que acresce um total de 27 camas em residência contratada para o efeito pelo Politécnico, a cerca de 200 metros do campus de Tomar.

“O que está em causa é a disponibilidade do número de quartos para estudantes que estão principalmente fora das cidades onde o Instituto Politécnico de Tomar tem polos, o caso de Tomar e de Abrantes. Essa necessidade do número de camas tem vindo a aumentar porque, com o aumento do alojamento local, esse número de camas que era normalmente ocupado pelos estudantes, ficou muito reduzido”, notou.

“As notícias do ponto de vista da necessidade são muito bem vindas, são boas, o projeto irá avançar, vamos esperar que ele decorra normalmente, e, se isso acontecer, no final do próximo ano ou no início de 2024, nós já teremos disponibilidade para alojar mais 67/68 estudantes”, afirmou o responsável do IPT.

Relativamente ao polo do IPT em Abrantes, para os estudantes da Escola Superior de Tecnologia (ESTA) também está “essa necessidade identificada, e há inclusivamente edifícios que podem sofrer reabilitação para o efeito. Houve uma proposta avançada pela Câmara Municipal de Abrantes, não foi acolhida, mas nós temos esperança que em breve consigamos aumentar a disponibilidade de camas para os nossos estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes”, afirmou João Coroado.

Em Abrantes, a oferta na ESTA é de 18 camas, sendo objetivo “reforçar para as 50” camas, tendo a candidatura sido rejeitada nesta fase.

João Coroado, presidente do Instituto Politécnico de Tomar. Foto: DR

ÁUDIO | JOÃO COROADO, PRESIDENTE DO IPT:

A cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), decorreu no dia 15 de setembro, na Academia das Ciências de Lisboa, na presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, em cerimónia que contou, também, com a presença do primeiro-Ministro, António Costa, e da Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Cerca de meia centena de instituições participaram na cerimónia de assinatura de contratos de financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior. A assinatura destes contratos foi formalizada entre a Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação e as entidades promotoras de projetos financiados pelo PRR, no âmbito do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior.

Costa aponta meta de 26 mil camas para estudantes até 2026

O primeiro-ministro assumiu naquele dia a meta de Portugal ter 26 mil camas para estudantes até 2026, num discurso em que considerou a questão do alojamento como um dos maiores obstáculos no acesso ao ensino superior.

Este objetivo foi transmitido por António Costa na Academia das Ciências, em Lisboa, no encerramento da sessão destinada à assinatura de 119 projetos para residências de estudantes do ensino superior e que teve a presença dos ministros do Ensino Superior, Elvira Fortunato, e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Nesta cerimónia, foram assinados contrativos relativos a projetos com financiamento já assegurado. Além de instituições de ensino superior, os contratos incluíram entidades sociais, autarquias, entre outros organismos públicos.

No total, segundo o Governo, os 119 projetos de residências de estudantes com verbas garantidas abrangem 51 municípios, dos quais 23 são relativos a edifícios que serão construídos de raiz, totalizando 9.356 novas camas.

“Estamos perante uma mobilização geral da sociedade portuguesa para assegurar um objetivo fundamental: Termos alojamento estudantil a preço acessível para eliminar uma das maiores barreiras de acesso ao Ensino Superior”, declarou o primeiro-ministro.

No seu discurso, António Costa salientou que, de 15 mil camas, Portugal vai passar para 26 mil camas até ao final de 2026.

“A meta não é individualizada por instituto politécnico, por universidade ou por municípios. Ou cumprimos tudo ou não recebemos nada”, advertiu, numa alusão às regras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo o primeiro-ministro, em matéria de estratégia para a melhoria das qualificações, até 2030, seis em cada 10 jovens com 20 anos deverá frequentar o ensino superior. Entre os 30 e os 34 anos, Portugal deverá ter 50% deste grupo etário com o ensino superior concluído também até ao final da década.

“Hoje, depois dos progressos nos últimos 20 anos, já temos 43,7%”, observou, antes de se referir à crescente diversificação da oferta ao nível do ensino superior, que já contempla 138 localidades.

De acordo com António Costa, essa subida em termos de oferta aumenta também o número de alunos deslocados em todo país – um movimento que considerou importante na aprendizagem cívica e no crescimento de cada jovem, mas que implica igualmente mais alojamentos.

“Sabemos bem como a liberalização do mercado da habitação é irreversível e aumentou significativamente a pressão sobre o custo do alojamento. O crescimento da procura turística do país também tem pressionado muito o preço da habitação, com muitas habitações convertidas em alojamento local”, apontou o líder do executivo.

Neste contexto, segundo o primeiro-ministro, o Estado “tem mesmo de fazer este investimento em alojamento para estudantes do ensino superior”.

“Temos de conseguir mobilizar todos os recursos e, por isso, no PRR uma das prioridades foi mesmo o investimento no alojamento para os estudantes do ensino superior. São 375 milhões de euros”, considerou.

No entanto, de acordo com António Costa, as necessidades fizeram com que o número de projetos aprovados ultrapassasse a dotação montante e essa situação levou o executivo a reforçar com mais 72 milhões de euros este programa.

“Brevemente teremos outra cerimónia para contratualizar com mais entidades”, adiantou.

Elvira Fortunato, que abriu a sessão, elogiou a ação do seu antecessor na pasta do Ensino Superior, Manuel Heitor, ao nível dos contratos de financiamento para residências de estudantes.

Depois, a ministra defendeu que o país está perante “o maior investimento de sempre em residências para estudantes do ensino superior”.

“Face ao reforço que foi possível efetuar no PRR será possível passar para a totalidade dos 134 projetos aprovados, o que irá envolver mais três concelhos, além dos 51 municípios já abrangidos. Teremos uma maior cobertura nacional, em especial na região dos Açores”, disse.

No total, o executivo, afirma ter financiamento do PRR garantido para novas 15.800 camas, projetos que serão concretizados até 2026, o que irá duplicar a oferta pública de alojamento estudantil.

Em linhas gerais, o Governo reforça agora o financiamento do Plano Nacional de Alojamento Estudantil (PNAES), para o qual já tinham sido destinados 375 milhões de euros do PRR. Em causa estão cerca de 2.500 camas novas do total das 12 mil anunciadas em julho pelo Governo. O Governo salienta ainda que estão garantidos 9400 lugares em residências que serão construídas ao longo dos próximos quatro anos.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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