Seminário sobre storytelling e turismo militar no Convento de Cristo. Foto: mediotejo.net

O Scriptorium do Convento de Cristo de Tomar encheu esta quinta-feira, dia 22, para o seminário “Turismo Militar & Storytelling: o potencial do legado Templário”. Representantes de entidades públicas e privadas marcaram presença para conhecer e discutir como a criação de novas narrativas sobre a História militar associada aos Templários pode afirmar-se como eixo estratégico e contribuir para o desenvolvimento local e regional.

O seminário decorreu na mesma semana em que foi noticiada a criação de uma rede de turismo militar na região do Médio Tejo pelo Ministério da Defesa, sobre a qual se conhecem ainda poucos pormenores, e o assunto não foi abordado. Em foco esteve o legado histórico nesta área e de que forma o storytelling, ou seja, a criação de histórias em torno do património existente pode gerar interesse nos turistas.

O primeiro momento reuniu na mesma mesa as entidades organizadoras da iniciativa e Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal. O Convento de Cristo esteve representado pela diretora Andreia Galvão, a Associação de Turismo Militar Português (ATMP) pelo presidente Álvaro Covões, a Câmara Municipal de Tomar pela vereadora do Turismo e Cultura Filipa Fernandes e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) pelo vice-presidente João Coroado.

Sessão de Abertura. Foto: mediotejo.net

O potencial do legado templário, do qual o Castelo e o Convento de Cristo são expoentes máximos, foi ponto consensual nas intervenções da sessão de abertura, assim como a importância do trabalho desenvolvido em rede. Andreia Galvão não deixou de apelar ao facto da fortaleza militar se encontrar encerrada por “não reunir condições de segurança e visitação”, acrescentando que “estamos a desperdiçar uma grande oportunidade”.

Filipa Fernandes, por seu lado, destacou que se deve “pensar além fronteiras” uma vez que a “temática dos templários” permite ligação a outros pontos internacionais. Partir de Tomar para o resto do mundo foi, igualmente, abordado por Álvaro Covões e João Coroado, que relembraram o nascimento do conceito de “globalização” na cidade templária com a projeção das Descobertas e o estabelecimento das primeiras rotas comerciais e trocas culturais com outros continentes.

A plateia do Scriptorium, no Convento de Cristo, esteve cheia. Foto: mediotejo.net

Ambos frisaram ainda a importância da construção de narrativas simples ligadas aos Templários com “rigor histórico” e “fundamento científico” que potenciem experiências turísticas atrativas para o mercado nacional e internacional. Histórias criadas com base em memórias e factos militares que atraiam visitantes e contribuam para o desenvolvimento económico da região, nomeadamente, através da criação de emprego.

O turista atual, que Pedro Machado ressalvou ser “mais emocional” pela capacidade de ser ele a decidir e gerir o itinerário, pertence aos 47% do fluxo mundial que tem como principal motivo de viagem a vertente cultural. O mesmo turista que se pretende atrair com histórias ligadas ao património militar, assim como aos seus protagonistas, levando-o a identificar-se com elas e a querer descobri-las.

Oradores e moderadora do primeiro painel. Foto: mediotejo.net

A palavra passou entretanto para os oradores ligados às áreas do ensino, militar, cultura, entre outras, que partilharam projetos existentes e visões de futuro nos painéis “O Storytelling e a criação de experiências e produtos de Turismo Militar: Conceitos e Práticas”, “A importância do Storytelling na criação da experiência em equipamentos turísticos e culturais” e “O potencial do legado Templário para a cidade de Tomar: visão prospetiva”.

Ericka Amorim, do IPT, moderou o primeiro, composto por Hermínia Sol e Luís Mota Figueira, do mesmo estabelecimento de ensino superior, e Isabel Vaz Freitas, da Universidade Portucalense. João Pinto Coelho, da ATMP, orientou o segundo, que juntou João Mareco, do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, João P. Mergulhão, do Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, e o Coronel Luís Sodré de Albuquerque, do Museu Militar de Lisboa.

O Castelo de Tomar integra o património cultural associado ao turismo militar. Foto: mediotejo.net

Andreia Galvão, diretora do Convento de Cristo, Filipa Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Tomar e Nascimento Costa, da Comenda de Tomar/Grão Priorado de Portugal/Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani fizeram as últimas comunicações sob orientação de Ana Soares, divisão de Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Tomar.

O programa fechou com a intervenção de Pedro Pinto em que o jornalista, subdiretor de informação da TVI e docente da Universidade Autónoma de Lisboa estabeleceu a ligação entre o “Romance histórico e o potencial dos Templários”.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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1 Comment

  1. Porque é que me censuraram o meu comentário anterior? Os Templários não existem fisicamente, são uma ordem espiritual que se encontram noutra dimensão não física, são os LightWeavers! Os auto-proclamados Templários são uns impostores satânicos que só trabalham para o reino físico, material e carnal e que se gostam de vestir com fatos de carnaval armados em cavaleiros medievais! Existem 2 grupos de templários, os verdadeiros não físicos, a cavalaria espiritual, e os auto-proclamados templários da maçonaria satânica que adoram ostentações e todo o tipo de vaidades, egos inflamados, condecorações, medalhas e prazeres mundanos, abençoados pelo Clero! As populações Nativas que foram dizimadas e que continuam a ser dizimadas por esse mundo fora agradecem aos auto-proclamados templaróides as doenças e toda a carnificina que eles e os espanhóis levaram às suas terras que só passaram a existir oficialmente quando os “conquistadores” as descobriram porque segundo esses “descobridores” as terras dos outros não existem enquanto não forem conquistadas à força e oficializada como existentes! A história mostra-nos a ignorância que nos antecede!

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