Relatório de contas de 2022 sofre com duras críticas dos deputados do PSD. Foto: mediotejo.net

O caso foi colocado a público, na reunião de Câmara de dia 3 de fevereiro, pelo vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão. O vereador com o pelouro dos Recursos Humanos na autarquia tomarense referiu que foi detetada situação com um funcionário da Câmara Municipal por “recebimento de ilícitos por determinados serviços”. O caso seguiu para Ministério Público e já se iniciaram averiguações internas na Câmara Municipal, ao que se deverá seguir abertura de processo disciplinar.

“A situação foi reportada e está, à primeira vista, confirmada e indicia uma situação de crime. Fomos nós, Município, que denunciámos a situação ao Ministério Público, sendo que internamente se está a avançar com um processo de averiguações para um eventual processo disciplinar”, afirmou.

“É isto que podemos dizer, até para não condicionar o processo do Ministério Público, até porque sabemos que estas coisas demoram tempo. Não queríamos deixar de publicamente reportar esta situação”, deu conta o vereador.

Áudio: Hugo Cristóvão (PS), vereador com o pelouro dos Recursos Humanos, deu conta do caso publicamente, no decorrer da reunião de Câmara Municipal desta segunda-feira, dia 3 de fevereiro. O caso seguiu para o Ministério Público.

 

Em declarações ao mediotejo.net, Hugo Cristóvão não adiantou muito mais, tendo dito que se conseguiu detetar com ajuda externa que “algo estranho se passava” e que a ser acontece “há muito tempo”.

“Nós fizemos o que nos competia, e no fundo o que compete a qualquer cidadão, aqui com a responsabilidade de sermos gestores públicos e de uma entidade pública. Perante um crime, por receber valores indevidos por uma qualquer situação, comunicámos ao Ministério Público que há-de fazer as suas iniciativas nos seus timings, a maior parte das vezes, infelizmente, demorados”, aludiu.

A nível interno as averiguações já iniciaram, devendo ser aberto processo disciplinar. Tendo em conta a suspeita e tratando-se de um crime, “no mínimo poderá levar ao despedimento do funcionário”, concluiu o vereador.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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