Estudantes realizam III Festival de Lanternas Flutuantes no rio Nabão no sábado, 13 de junho. Foto arquivo: Luís Ribeiro

O troço do rio Nabão entre a Ponte Velha e a Ponte do Flecheiro prepara-se para viver uma das noites mais luminosas do seu calendário cultural. O III Festival de Lanternas Flutuantes, apresentado oficialmente por professores e alunos do 6.º ano, promete criar um cenário de rara beleza que, nas edições anteriores, atraiu muitas centenas de pessoas às margens do rio.

A iniciativa nasceu no ano letivo de 2018/19 e afirmou-se de imediato como um sucesso. Após a interrupção provocada pela pandemia, o projeto regressou em força, abrindo caminho a outras propostas de sucesso na cidade, como os “Jardins de Luz” e o “Passeio Luminoso”.

Desenvolvido no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, o festival é integralmente construído pelos alunos e professores do 2.º ciclo da Escola D. Nuno Álvares Pereira (EDNAP).

Estudantes realizam III Festival de Lanternas Flutuantes no rio Nabão. Foto arquivo: Luís Ribeiro

As lanternas são inspiradas numa tradição oriental com cerca de dois mil anos – que remonta à China e à época da expansão marítima portuguesa.

No entanto, a comitiva escolar adaptou a iniciativa à realidade local, evocando o património histórico, natural e monumental de Tomar através de 17 desenhos diferentes que decoram o papel vegetal das luminárias.

A organização reforça o forte compromisso ecológico do evento. Todas as lanternas são produzidas com materiais reutilizáveis e biodegradáveis, assentando em bases de cortiça que foram fornecidas pela empresa SOFALCA.

Para garantir que a iniciativa tem zero impacto no ecossistema do rio Nabão, todo o percurso e flutuação das estruturas será acompanhado de perto por equipas de canoagem, que assegurarão a recolha total e posterior reciclagem ou reutilização de todos os materiais.

Estudantes realizam II Festival de Lanternas Flutuantes no rio Nabão. Foto arquivo: Luís Ribeiro

Marcado para as 21:21, o festival pode ser observado a partir das margens ou de uma das três pontes existentes no troço do rio onde vai decorrer a iniciativa.

Fotos: Luís Ribeiro

O festival resulta de uma parceria entre o Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, a Câmara Municipal de Tomar e a União de Freguesias local.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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