A assembleia municipal de Tomar, reunida na tarde de sexta-feira, 29 de abril, aprovou duas moções contra o encerramento da Escola Básica de Paialvo e o Jardim-de-Infância de Fétal de Cima, na freguesia de Além da Ribeira Pedreira.
Estes são dois dos estabelecimentos que estão previstos encerrar portas no próximo ano lectivo, devido ao diminuto número de alunos.
Na lista negra também se encontram as escolas básicas de Santa Cita, na Asseiceira e a Escola das Cabeças, na freguesia Urbana de Tomar mas os autarcas destas duas freguesias, Carlos Rodrigues (PS) e Augusto Barros (PS), não apresentaram qualquer moção a favor da manutenção das mesmas, acatando a orientação do vereador com o pelouro da Educação, Hugo Cristóvão (PS) que já explicou que o município “não tem argumentos” para apresentar junto da Tutela para manter estas escolas em funcionamento.

O primeiro a intervir foi Alexandre Horta (PSD), presidente da junta de freguesia de Além da Ribeira/Pedreira, argumentando que a sua autarquia está disposta a pagar as despesas de àgua e luz para manter o jardim-de-infância de Fétal de Cima em funcionamento.
“Esta medida é um ataque às populações das freguesias rurais, acelerando o processo de despovoamento e abandono destas zonas”, refere a moção que viria a ser aprovada por maioria.
O autarca realçou que o estabelecimento irá ter um acréscimo de 8 para 10 crianças, sendo a qualidade da mesma sido “amplamente reconhecida”, tendo o JI vencido no último ano dois concursos, um dos quais promovidos pela autarquia. Lamentou ainda o fato de ter sido publicado, de modo inverídico, que o estabelecimento era frequentado apenas por cinco crianças.

Por estes motivos, a moção pede à Câmara Municipal de Tomar que “reconsidere e anule a decisão de encerramento deste Jardim-de-Infância e que garanta o seu funcionamento enquanto os pais e a comunidade manifestarem interesse em ter Jardins de Infância de dimensões mais reduzidas, onde são oferecidos serviços de qualidade e diferenciados para as suas crianças.

Já o presidente de junta de Paialvo, Luís Antunes (CDU), frisou que “devem ser promovidas medidas de discriminação positiva, de estimulo e apoio a processos em que a escola contribui para manutenção e o desenvolvimento deste espaço rural”.
Na moção apresentada contra o encerramento da Escola do 1.º Ciclo de Paialvo – que também foi aprovada por maioria – o autarca da CDU sublinha que esta escola “continua a oferecer excelentes condições de segurança para as famílias entregarem as suas crianças” e que o estabelecimento está dotado, a nível físico, “de uma excelente àrea por sala de aula, assim como de recreio e boa área coberta”.
A moção pede, pelos motivos invocados, que o executivo da Câmara de Tomar “ponha fim ao processo de encerramento das escolas, evitando o desencadear da desertificação do concelho”.

