Desfile Noturno dos Templários em Tomar. Foto arquivo: Luís Ribeiro

A segunda edição do Colóquio Internacional da Rota Templária Europeia (TREF, Templar Route European Federation, cuja presidência cabe atualmente a Tomar) vai ter lugar nos municípios de Tomar e Vila Nova da Barquinha entre 12 e 14 de outubro, sob o mote “Templários – Da (Re)Conquista ao Povoamento”.

Mantendo contactos a nível nacional e internacional com potenciais palestrantes e com eles definindo os conteúdos e as temáticas a apresentar “foi possível assegurar um leque de reputados oradores provenientes de diversas universidades e instituições portuguesas, espanholas, francesas, cipriota e italiana”, refere-se na informação divulgada sobre um um evento que a Comissão Científica Portuguesa da TREF, coordenada pelo Mestre Ernesto Jana, tem vindo a preparar desde abril.

Os trabalhos do Colóquio – que estão agendados para Tomar nos dias 12 e 14 de outubro, e para a Barquinha no dia 13 de outubro – vão decorrer na Biblioteca Municipal de Tomar, Salão Nobre da Câmara Municipal de Tomar, Igreja de Santa Maria dos Olivais e Auditório do Centro Cultural da Barquinha.

Como uma das atividades complementares, também com entrada livre, os interessados poderão ver, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tomar, pela primeira vez em muitos anos, e graças à colaboração da Direção do Convento de Cristo, o báculo e a mitra usados pelo Dom Prior da Ordem de Cristo.

A presidência portuguesa da TREF disponibiliza AQUI um processo digital de inscrições gratuitas colocado à disposição do público e das comunidades escolar e científica.

PROGRAMA

Quarta 12, Biblioteca Municipal de Tomar:

9h30 – Abertura com as intervenções institucionais
Anabela Freitas – Presidente da Câmara Municipal de Tomar e da TREF
Fernando Freire – Presidente da Câmara Municipal de V. N. Barquinha
Arnaud Baudin – Presidente do Comité Científico Internacional da TREF
Ernesto Jana – Presidente do Comité Científico Português da TREF

10h00
– François Gilet (investigador e membro do Comité Científico da TREF) – “Hughes de Payns et les premiers templiers en Orient”
– Pierre-Vincent Claverie (Cyprus Research Centre) – “La place de Jérusalem dans la pensée templière”
– Joan Fuguet (Doutor em História da Arte pela Universidade de Barcelona; docente na Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona) – “El Temple en la conquista y colonización de Mallorca – su legado patrimoniale”.

15h00  
– Carlos Afonso (Doutorado em História Medieval pela FCSH – Nova de Lisboa) – “De Soure 1144 ao Tejo 1147: três anos na militarização dos templários em Portugal”.
– Manuel Sílvio Conde (Professor Auxiliar aposentado com Agregação na Universidade dos Açores, investigador no IEM da FCSH-Nova de Lisboa) – “A Ordem Militar do Templo e a vila de Tomar”
– Rui Nobre (Doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) – “Os Templários na Diocese de Lisboa”

21h00, Salão Nobre da Câmara Municipal de Tomar
Exposição do báculo e da mitra do Dom Prior da Ordem de Cristo
Apresentação de bibliografia essencial sobre Tomar
Conferência por Carlos Batata (Arqueólogo e Doutorado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) – “O termo de Cera, os Templários e o povoamento do espaço”
Apresentação do livro “Hugues de Payns en Orient”, de François Gilet, membro do Comité Científico da TREF

Quinta 13:

9h00 – Igreja de Santa Maria dos Olivais – Homenagem a Gualdim Pais e breve visita à igreja de Santa Maria do Olival
11h00 – Visita ao Castelo de Almourol e Centro Interpretativo Templário de Almourol

15h00 – Centro Cultural da Barquinha
– Valérie Alanièce (Investigadora e Vice-Secretária da Rota Templária Europeia) – “Donner et se donner à l’ordre du Temple. Quelques exemples de “soeurs” en Champagne meridionale”.
– Nuno Villamariz Oliveira (Licenciado pelas Belas-Artes da Universidade de Lisboa; Mestre pela Faculdade de Letras da Universidade. de Lisboa e doutorando na FCSH – Nova de Lisboa) – “Templários em Portugal — entre a espiritualidade combatente e a antropologia do espaço”
– Cristina Pimenta (Faculdade de Letras da Universidade do Porto; investigadora no CIPESE) – “No encalço da Primeira Cruzada: notas sobre um debate historiográfico”
– Paula Pinto Costa (Professora Associada da Faculdade de. Letras da Universidade do Porto) – “Entre a História e a Historiografia: representações sobre a Ordem do Templo”
– Joana Lencart (Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Investigadora do CITCEM da FLUP) – “A (re)construção da Ordem do Templo no século XVI por via de Pedro Álvares Seco”

Sexta 14, Biblioteca Municipal de Tomar:

10h00
– Nadia Bagnarini (Doutoramento na Escola Doutoral “Riccardo Francovich”: História e Arqueologia da Idade Média, Instituições e Arquivos; Licenciatura Università degli Studi di Roma “La Sapienza”) – “Dai Templari all’Ordine di Malta: strutture difensive e economiche nel Patrimonium Sancti Petri a sostegno della (ri)conquista”
– Luís Filipe Oliveira (Professor auxiliar na Universidade do Algarve; Investigador do IEM da FCSH – Nova de Lisboa; Director da Revista Medievalista do IEM da FCSH – Nova de Lisboa) – “A Ordem do Templo e os Monarcas”
– Carme Plaza (Professora catedrática de língua e literatura espanholas no Instituto de Batxillerat em Barcelona) – “El templario y la villana, de Juan Cortada. Más allá de la novela histórica”.

15h00
– Isabel Cristina Fernandes (Licenciada e Mestre pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; organizadora de seis dos encontros sobre Ordens Militares em Palmela entre 1998 e 2019) – “A investigação sobre Templários em Portugal: uma perspetiva”
– Simonetta Cerrini (Licenciada pela Universidade Católica de Milão e doutorada pela Universidade Paris IV – Sorbonne; Ensinou em universidades francesas em Nice, Cergy-Pontoise, Boulogne-sur-Mer e na Escola, Pós-Doutoramento da Pontifícia Universidade Antonianum em Roma) – “I Templari tra la guerra e la pace”

De referir ainda que as atas do Colóquio deverão estar disponíveis até final do primeiro semestre de 2023.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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