Tomar e Just a Change assinam protocolo para combater a pobreza habitacional. Foto: CMT

A Câmara Municipal de Tomar formalizou um reforço estratégico na sua política de coesão social através da assinatura de um protocolo de cooperação com a associação Just a Change.

A sessão, marcada pelo reconhecimento do trabalho já desenvolvido no terreno, contou com o testemunho emotivo de famílias apoiadas após os estragos causados pela tempestade “Kristin”.

Tomar e Just a Change assinam protocolo para combater a pobreza habitacional. Foto: CMT

O novo acordo estabelece um modelo de colaboração estruturado para responder a situações de emergência e carência habitacional. Cabe ao Município, em articulação com as juntas de freguesia, identificar os casos prioritários, enquanto a Just a Change assume a análise técnica e a execução das obras através das suas equipas de voluntários e especialistas.

Para viabilizar estas intervenções, a autarquia disponibiliza apoio logístico e um financiamento que pode chegar aos 20 mil euros por ano.

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, enalteceu o espírito de missão da associação, sublinhando que estas parcerias são fundamentais para devolver a dignidade às habitações mais degradadas do concelho.

Num momento simbólico de gratidão, o município, em parceria com o Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS), ofereceu aos elementos da Just a Change bilhetes para o Festival Bons Sons 2026.

Este gesto premiou o esforço dos voluntários que têm transformado a vida de vários agregados familiares no território nabantino, consolidando um exemplo de intervenção direta com impacto na justiça social.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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