Foi no Dia da Cidade, a 1 de março, e durante as comemorações do 96.º Aniversário dos Bombeiros Municipais de Tomar, que a Presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, deu conta das suas preocupações em relação aos Bombeiros e Serviço de Proteção Civil Municipal. “Como é possível um Sistema de Proteção Civil estar assente nas disponibilidades dos operacionais? Como é possível que não exista ainda a regulamentação da carreira profissional, continuar a exigir cada vez mais aos operacionais sem que haja uma valorização do seu percurso profissional”, questionou, referindo-se ainda à Regulamentação que se relaciona com os Corpos de Bombeiros detidos pelas câmaras municipais.

“O facto de existirem diferenças no financiamento entre os diversos Corpos de Bombeiros é inaceitável e injusto. Porque no final, no Teatro das Operações, todos são bombeiros, todos são operacionais, independentemente da Entidade detentora”, defendeu.

A autarca tomarense mostrou-se ainda preocupada com a temática das alterações climáticas que levam à ocorrência de fenómenos considerados extremos sendo que, no caso dos incêndios, o dispositivo de combate mantém-se nos mesmos moldes.

Numa cerimónia marcada pela queda de granizo, a autarca agradeceu o empenho dos soldados da Paz: “são 96 anos em prol da população tomarense mas não só, que só foram possíveis graças à disponibilidade de quem quer seja bombeiro municipal, assistente operacional ou bombeiro voluntário abraçou esta causa, deixando a vida familiar para segundo plano”, disse.

Anabela Freitas, autarca de Tomar, elencou algumas preocupações relacionadas com os Bombeiros Foto: mediotejo.net

A autarca referiu ainda que a Câmara Municipal de Tomar, enquanto entidade detentora do Corpo de Bombeiros, tem feito “de tudo” para dotar o Corpo de melhores equipamentos, infraestruturas e recursos humanos, relembrando que a sua missão principal é a prestação de socorro às populações que não se esgota no combate a incêndios florestais, sendo que Tomar foi o concelho do distrito que em 2017 registou o maior número de ignições.

“A problemática dos incêndios está na ordem do dia, quer seja na prevenção dos mesmos, quer no combate e, independentemente da opinião de cada um quanto ao conjunto de legislação que está a ser produzida para fazer face à prevenção, não posso deixar de preocupar algumas preocupações e interrogações enquanto responsável máxima pela Proteção Civil do concelho”, disse.

O comandante dos Bombeiros Municipais de Tomar, Carlos Gonçalves, sublinhou no seu discurso a entrega e o empenhamento dos bombeiros desta corporação, que responderam de foram competente às ocorrências a que foram chamados, considerando que devem ser assumidas medidas preventivas para tornar os territórios “mais resilientes”, apostando-se numa cultura de prevenção.

Carlos Gonçalves referiu ainda que, durante 2017, se apostou na formação, uma estratégia que se pretende prolongar durante este ano.

A cerimónia de aniversário, abrilhantada pela Banda da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, terminou com a bênção de uma nova viatura pelo capelão dos bombeiros.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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