Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos por Santarém vão tentar junto do Governo que seja financiada a retirada do fibrocimento da escola de ensino básico Gualdim Pais, em Tomar.
Hugo Costa, que participou esta segunda-feira, 20 de fevereiro, numa visita a várias instituições do concelho de Tomar, disse que a existência de coberturas de fibrocimento na EB 2,3 Gualdim Pais “também preocupa” os deputados socialistas, que irão “tentar encontrar uma solução” para o financiamento da sua retirada.

A responsabilidade pela retirada das coberturas de fibrocimento contendo amianto é da Direção-Geral dos Equipamentos Escolares, tendo o diretor-regional de Lisboa e Vale do Tejo, Francisco Neves, afirmado em dezembro, à rádio Hertz, que o Ministério da Educação estava “a pensar numa candidatura a um programa” que visa a eficácia energética dos edifícios escolares, admitindo que esta possa ser “a via para que as escolas vejam as suas coberturas substituídas”.
Na deslocação de hoje ao concelho de Tomar, que Hugo Costa afirmou inserir-se no trabalho de “proximidade” e de ajuda à resolução de problemas da região, os deputados visitaram, de manhã, as escolas Gualdim Pais e Jácome Ratton (secundária) e o Centro de Assistência Social de Tomar.
À tarde, tomaram contacto com “as boas práticas” e os problemas do Centro Social e Paroquial da freguesia de Paialvo e do Centro Cultural da Asseiceira, freguesia que aguarda a abertura do Espaço Cidadão.
Os deputados socialistas, que foram recebidos pela presidente da Câmara, Anabela Freitas (PS) nos Paços do Concelho, vão tentar “agilizar” este processo junto da tutela, bem como perceber o que se passa com os projetos que as instituições de caráter social querem candidatar para financiamento, disse Hugo Costa, realçando o trabalho feito no concelho na área social.

Antes de partirem para o terreno, a edil de Tomar partilhou um conjunto de preocupações, salientando que o município de Tomar tem uma taxa de cobertura de saneamento de 58%, “claramente abaixo do que é a média nacional bem como das diretivas comunitárias”, sendo que o financiamento que existe é apenas para fecho de redes de saneamento e não para construção de novas infra-estruturas. “É necessária a construção de quilómetros e quilómetros de condutas e para as quais não temos dinheiro, nem as Águas de Lisboa e Vale do Tejo”.
Outra preocupação elencada pela autarca é o problema social, sendo que em Tomar existe um acampamento onde habitam elementos de etnia cigana.
“Temos tido uma postura de arranjar soluções mistas, atendendo à especificidade da comunidade, para qual o 2020 também não nos dá resposta”, atestou. Anabela Freitas referiu que a autarquia têm vindo a reabilitar casas nos bairros sociais, em conjunto com a junta de freguesia urbana, e que pela primeira vez os concursos para habitação social cumpriram o que está na Constituição, sendo abertos a todos independentemente da sua etnia.
*com Lusa

