O Coro Misto Canto Firme apresenta na quarta-feira, dia 28 de março, pelas 21h30, na Igreja de São João Baptista, a obra “Via Crucis” de Lizst, com solista, orgão, coro e narrador.
Naquele que é o seu 38.º ano de atividade ininterrupta, este coro executou no natal o “Magnificat” de Cimarosa pretendendo manter a veia religiosa preparando a Via Crucis de Liszt Ferenc (ou Franz Liszt como é mais conhecido) para a Semana Santa.
Liszt Ferenc, de origem húngara, que foi um dos maiores músicos do séc. XIX, como pianista virtuoso, grande pedagogo e compositor de uma importante e vasta obra, foi atraído pela religião desde a infância acabando por, na última fase do seu período de maturidade, se transformar num místico profundo e num católico de grande espírito religioso.
A Via Crucis é uma obra vasta para solistas, coro, órgão e narrador (optativo), escrita em 1878/9, estruturada em 14 secções, representativas das estações da Via-Sacra, obra que não chegou a ter audição pública em vida do compositor. Via Crucis é uma obra com muitas passagens experimentais em termos harmónicos, que utiliza tanto corais luteranos como motetos católicos, com textos extraídos da Bíblia e de outras páginas sagradas (em latim e alemão).
Liszt optou por uma escrita vocal e instrumental profundamente “despojada”, “desapossada” de muitos dos efeitos tão presentes em anteriores obras suas, criando uma sensação no ouvinte de espaço religioso e espiritual de meditação.
No seu repertório o Coro Canto-Firme já incluiu vários motetos de Liszt e até uma apresentação deste Via Crucis.
A Canto Firme, em comunicado, agradece a confiança que a Paróquia de Tomar, na pessoa do seu pároco, o padre Mário, depositou neste projeto, autorizando a sua apresentação na própria “semana santa” do calendário litúrgico. Agradece ainda à professora e organista Alexandra Sousa e ao encenador João Mota que se juntaram ao Coro Canto Firme a realização desta Via-Crucis de Listz na Quaresma de 2018.
