O Convento de Cristo, em Tomar, voltou em 2025 a afirmar-se como um dos principais polos do turismo cultural em Portugal, ao registar 350.813 visitantes, segundo dados divulgados pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP).
O número confirma a trajetória de crescimento do monumento classificado como Património Mundial da UNESCO, depois de ter recebido 311.879 visitantes em 2023 e 349.401 em 2024, evidenciando uma consolidação da procura turística ao longo dos últimos anos.
Em termos nacionais, o Convento de Cristo mantém-se entre os equipamentos culturais mais visitados, ocupando uma posição de destaque no ranking liderado pelo Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com mais de um milhão de entradas.
Segue-se o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, com 367.537 visitantes, o Mosteiro da Batalha, com 357.116, e o monumento tomarense, que volta a integrar o grupo dos quatro mais visitados do país.
A Fortaleza de Sagres e o Castelo de Guimarães completam o conjunto dos equipamentos com maior procura, ambos acima dos 320 mil visitantes.

O ano de 2025 ficou marcado, no entanto, por uma quebra global de 4,38% nas visitas aos museus, monumentos e palácios nacionais sob gestão da MMP, para um total de 4,84 milhões de entradas, menos cerca de 221 mil do que em 2024.
De acordo com a entidade pública, a descida está associada sobretudo ao encerramento total ou parcial de vários equipamentos culturais devido a obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Apesar desse contexto, o Convento de Cristo manteve a sua atratividade, reforçando a importância do património templário de Tomar na oferta turística nacional.
No conjunto dos monumentos classificados como Património Mundial, além do Convento de Cristo, destacam-se o Mosteiro dos Jerónimos, o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça e o Palácio Nacional de Mafra.

No caso de Tomar, o Convento de Cristo integra um ecossistema cultural mais amplo, onde se incluem vários espaços de gestão municipal com forte procura turística ao longo do ano.
A Sinagoga de Tomar é habitualmente o monumento mais visitado sob gestão local, com cerca de 50 mil entradas anuais, mais de metade de visitantes estrangeiros.
Já o Núcleo Interpretativo da Sinagoga regista perto de 30 mil visitas por ano, enquanto a Capela de Santa Iria ultrapassa também as 30 mil entradas, este último com predominância de turismo nacional.
O Complexo Cultural da Levada, que integra vários núcleos museológicos e o Centro Interpretativo Tomar Templário, representa habitualmente cerca de 40 mil visitantes anuais, distribuídos pelos diferentes espaços.
A conjugação entre o Convento de Cristo e a rede museológica municipal reforça a posição de Tomar como destino de turismo cultural de referência no Médio Tejo, com forte expressão no segmento internacional.
