Tem cinco pisos e promete ser um espaço cultural marcante da cidade, abrindo à curiosidade dos visitantes sete oficinas de artes tradicionais ligadas à Festa dos Tabuleiros, nas aéreas da latoaria, cestaria, olaria, flores de papel e rodilhas, têxtil, pintura e cerâmica.
A inauguração desta “A Moagem – Fábrica das Artes”, decorre na terça-feira, dia 16 de junho, pelas 18 horas, recuperando o edifício da moagem A Portuguesa, que data de 1912 e é parte integrante do Complexo Cultural da Levada, um conjunto arquitetónico edificado sobre o rio Nabão e que conta a história industrial de Tomar desde o séc. XII até ao séc. XX.

A Moagem irá ser uma unidade museológica deste complexo cultural mas, enquanto esse processo não avança, os cinco pisos do edifício centenário abrem portas ao público, de forma experimental, com a instalação de oficinas e ateliers criativos que terão programação e curadoria a cargo do município.

Numa primeira fase, serão ali instaladas oficinas de artes tradicionais ligadas à Festa dos Tabuleiros. No piso térreo haverá oficina de latoaria com a artesã Otília Marques, oficina de cestaria com o artesão José Henriques, oficina de olaria tradicional com o artesão Celestino Marques e oficina de flores de papel e rodilhas com a artesã Maria Vitória Simões.
Nos três primeiros pisos podem ser visitadas as oficinas e ateliers criativos, que contam com a presença do artista têxtil João Bruno Videira, no piso 1, Dawn Mendonça e Bill Rivers com atelier de pintura no piso 2 e João Pinto Costa, com oficina de cerâmica, no piso 3. O último piso fica reservado para residências artísticas, com carácter temporário, sendo o primeiro convidado Mário Bicho, com joalharia.

O município refere, em nota de imprensa, que pretende ver “A Moagem – Fábrica das Artes” afirmar-se “como um polo de fruição cultural, de atração turística e que seja reconhecido como uma referência a nível nacional e internacional”.
