Neste momento há cerca de 150 cães à espera de quem os adopte, no Canil de Tomar Foto: mediotejo.net

O Canil-Gatil Intermunicipal de Tomar, localizado na Zona Industrial, vai passar a acolher apenas animais do concelho, uma vez que Ferreira do Zêzere vai deixar de entregar aqui os seus animais. A novidade foi avançada pelo vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, na manhã deste sábado, 7 de julho, ocasião em que foram inauguradas as obras de ampliação da infraestrutura que neste momento alberga cerca de 150 cães. Os animais estão dispostos em boxes, estando ao cuidado de voluntárias da APAT – Associação Protetora dos Animais do Ribatejo.

“Para além de Tomar, acolhemos ainda animais que vêm de Ferreira do Zêzere mas já tivemos a comunicação verbal da autarquia de Ferreira que, tal como Vila do Rei, vai sair. Para nós é mais fácil do ponto de vista da gestão, passando este a ser o Canil Municipal de Tomar”, disse.

Quem quiser adotar um animal, basta dirigir-se ao canil e preencher um formulário Foto: mediotejo.net

Hugo Cristóvão disse que o espaço apresenta-se requalificado após obras de cerca de 100 mil euros (investimento dos cofres da autarquia) com o objetivo de dar melhores condições para acolher os animais abandonados, pondo fim às instalações precárias que existiam no Flecheiro. Na entrada principal, onde se faz o atendimento ao público, vai funcionar um gabinete médico-veterinário e ainda o gabinete administrativo, sendo o objetivo reforçar a parceria com a APAT. Apelou ainda ao civismo das pessoas, no sentido de que não abandonem os seus animais, esclarecendo que não é obrigação da câmara recolher animais em casa de pessoas particulares. “Não há canil que aguente, caso não se mudem comportamentos. Se cada um assumir a sua responsabilidade é mais fácil para todos”, atestou.

Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar, recordou que não foi pacífico estabelecer a parceria com a APAT, tendo sido levantadas algumas questões, mas considera que esta será para continuar e aprofundar. “O facto de a própria administração central transferir competências para os municípios, mas não transferir dinheiro, faz com que só em parceria com a associação possamos acabar com a  vergonha que tínhamos no Flecheiro e também no gatil na Ponte da Vala. Assim conseguimos dar outras condições aos animais e também a quem trabalha com eles”, disse.

Foto: mediotejo.net

A autarca referiu que para esta obra de cem mil euros só existia um apoio de 15 mil euros. “Por acaso temos uma condição financeira para fazermos esta obra sem apoio. Penso que fica bem no discurso politico que temos cuidar dos animais mas depois, na prática, as coisas falham”, criticou.

Teresa Vigário, da APAT, considerou que este momento é muito especial, sendo a concretização de um sonho para uma associação constituída por voluntários, “que tentam dar voz a quem voz não tem”, não esquecendo a autarquia, empresas da região e as dezenas de pessoas anónimas que contribuem ao seu modo.

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

Deixe um comentário

Leave a Reply