Foto: Luís Ribeiro

A candidatura da Festa dos Tabuleiros a Património Mundial da Humanidade foi submetida na sexta-feira, anunciou o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, na sessão de encerramento da programação dos “Dias de Thomar”.

Na sexta-feira, dia 14 de março, a sala polivalente do Complexo Cultural da Levada acolheu a abertura da exposição “Tomar imaterial”, mostra que decorre até 25 de maio e que pretende dar a conhecer o património imaterial tomarense, de que a “Festa dos Tabuleiros é apenas o ponto mais visível”.

A vereador da Cultura do município de Tomar, Filipa Fernandes, publicou entretanto uma informação sobre a candidatura da festa maior de Tomar a Património da Humanidade, intitulada ‘Festa dos Tabuleiros: Um Caminho de Reconhecimento e Preservação’, e onde dá conta do processo em curso.

Tomar candidata Festa dos Tabuleiros a Património da Humanidade. Foto: Luís Ribeiro

“Em 2018, iniciámos o processo para a classificação da nossa Festa Maior como Património Cultural Imaterial Nacional, celebrando um protocolo com o Instituto de História Contemporânea, de onde surgiu o antropólogo André Camponês; Em 2019, começámos o processo de recolha e auscultação com a nossa comunidade; Em 2020, submetemos a candidatura à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Em 2023, a Festa dos Tabuleiros foi finalmente distinguida como Património Cultural Imaterial Nacional, um marco de enorme importância para Tomar e para Portugal”, lembrou a vereadora.

“Desde então”, continuou, “iniciámos um novo processo para a candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade”, agora submtida e formalizada.

“Ontem, 14 de março de 2025, formalizámos a candidatura da Festa dos Tabuleiros à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Este percurso representa muito mais do que uma distinção oficial. É o reconhecimento da nossa história, das nossas tradições e do espírito comunitário que torna a Festa dos Tabuleiros única no mundo. A classificação como Património Cultural Imaterial Nacional foi um passo essencial para garantir a preservação desta celebração, que atravessa gerações e reforça a identidade tomarense”, destacou Filipa Fernandes.

“Agora, com a candidatura à UNESCO, elevamos ainda mais este compromisso. Queremos que a Festa dos Tabuleiros seja reconhecida não apenas como um símbolo de Tomar, mas como um património de toda a Humanidade. Esta candidatura representa a valorização do trabalho de todos os que, ao longo dos séculos, mantiveram viva esta tradição, feita de cor e união”, vincou.

“Independentemente do resultado, a nossa Festa já é, e sempre será, um orgulho imenso para todos nós. Mas levá-la ao reconhecimento mundial será mais um passo fundamental para garantir que esta riqueza cultural continue a ser celebrada e admirada mundialmente pelas gerações futuras”, declarou.

Tomar Imaterial – Exposição na Levada até 25 de maio

A exposição inaugurada no dia 14 de março tem como principal objetivo documentar, preservar e valorizar as “manifestações do património cultural imaterial do concelho, promovendo uma imersão nas tradições, rituais e eventos festivos que têm sido parte integrante da vida e identidade da cidade ao longo dos séculos”.

Com um trabalho minucioso de levantamento, recolha documental e fotográfica, esta exposição oferece um “olhar profundo sobre o universo das práticas sociais, rituais e eventos festivos do concelho de Tomar, reconhecendo a importância de preservar as suas tradições para as gerações presentes e futuras”.

Ao longo da exposição, o público terá a oportunidade de conhecer as procissões, os cortejos, e outros momentos de grande expressão, como os corsos carnavalescos e a evocação da lenda de Santa Iria, que reflete a coexistência do sagrado e do profano, característica marcante das festividades locais.

Estão representados, com fotografias, painéis explicativos e outros elementos alusivos, a Festa dos Tabuleiros, Procissão de Santa Iria, Círio de Nossa Senhora da Piedade, Carnaval da Linhaceira, Festa do Senhor Jesus das Necessidades (Santa Cita), Procissão do Senhor dos Passos (Olalhas), Festa do Espírito Santo (Carregueiros) e Festa do Aleluia (Cem Soldos).

A exposição convida todos os visitantes a descobrirem, até 25 de maio, a história imaterial de Tomar, apreciando o “valor das suas práticas sociais e festividades, que continuam a ser vividas com paixão e intensidade pela comunidade local”. Aberto de terça-feira a domingo entre as 10h00 e as 12h00 e entre as 14h00 e as 17h00 até 31 de março, e após essa data das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente em Tomar, tem como profissão Distribuidor, mas é com a fotografia que se identifica. É amante desta arte em geral, mas a sua verdadeira paixão é a Natureza e Vida Selvagem e os Retratos. É autor do livro de fotografia “Alma Nabantina” e fundador/administrador dos grupos do Facebook “Amigos da Fotografia de Tomar” e "Fauna de Tomar”. Colabora na área de fotografia na imprensa regional e local e já em 2018 foi júri convidado de dois concursos de fotografia. Neste ano conta também com duas exposições de fotografia coletivas, preparando atualmente a terceira.

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