Foto: CM Tomar

Foi rumo à cidade de Varsóvia, na Polónia, que partiu esta sexta-feira, 8 de abril, um camião carregado com os mais diversos bens angariados em várias campanhas em Tomar, de forma a prestar ajuda à população ucraniana, que se vê a braços com uma guerra com a Rússia.

Água, leite, medicamentos, fraldas, bens alimentares ou roupas, são alguns dos bens angariados durante o mês de março e que compõem a ajuda humanitária que está assim a caminho deste país do leste europeu. 

Além da “grande” adesão da população de Tomar, também o apoio prestado por Marisa e Yuri Kulyk (elementos integrantes da comunidade ucraniana no concelho), Elsa Curado, Gabriela dos Santos e todos os voluntários que se disponibilizaram para ajudar a organizar os bens nos últimos fins de semana, para a viagem e para o apoio às famílias entretanto acolhidas no concelho, é motivo de destaque, dá nota a autarquia nabantina.

“Agradecemos assim toda a relevante mobilização e solidariedade da comunidade tomarense, que proporcionou esta grande ajuda humanitária a caminho da Polónia, bem como o acolhimento em habitação de diversas famílias ucranianas”, conclui a informação do município. 

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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