Foto arquivo: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Tomar pretende proceder à requalificação do espaço exterior e contíguo à Sinagoga de Tomar, tendo aprovado o projeto de execução da obra com um orçamento estimado em 238.426,02€ (+IVA), sendo que o prazo de execução da empreitada será de sete meses. Em discussão esteve também o futuro do Palácio Alvim e a requalificação da Escola Gualdim Pais.

Depois de ser questionada quanto ao financiamento pelo vereador Tiago Carrão (PSD), Anabela Freitas (PS), presidente da autarquia, explicou que, por ora, vai-se avançar com fundos próprios do município, esperando-se que a obra possa ser candidatada ao programa Portugal 2030.

“Parece-nos que reúne as condições para ser candidatado ao 2030, no entanto não vamos estar à espera que abram as candidaturas e iremos avançar”, disse Anabela Freitas, explicando que qualquer despesa feita desde janeiro 2022 já pode ser financiada no âmbito deste programa. “Não podemos é ter a operação física e financeira terminada, e portanto neste momento não há, [e] iremos avançar com fundos próprios e depois logo se vê como são as coisas”, explicou.

AÚDIO | Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal de Tomar, sobre o financiamento da empreitada de requalificação do espaço exterior e contíguo à Sinagoga de Tomar

Na reunião de 5 de setembro em que esta decisão foi aprovada por unanimidade, Tiago Carrão questionou igualmente se o município tinha algum plano para o Palácio de Alvim: “Realmente a degradação acentua-se e custa-nos a todos nós tomarenses certamente”, disse, perguntando ainda sobre o projeto para a requalificação da Escola Gualdim Pais.

Sobre o Palácio Alvim, Hugo Cristóvão explicou que o edifício em causa está devoluto mas que não está a degradar-se, “independentemente do aspeto exterior”, sendo que está garantido que não existem infiltrações no edifício, “que é aquilo que destrói ou começa por destruir”, garantiu o autarca socialista, que explicou ainda que o edifício é utilizado – embora de uma forma residual – pelos serviços da Câmara, que o usam essencialmente como armazém.

“Mas efetivamente o grande problema do Palácio Alvim é ser um edifício imenso, muito maior do que aquilo que se percebe do exterior, e portanto, qualquer reabilitação, qualquer utilização que se pense, tem ou poderá ter um envelope financeiro muito extenso”, explicou Hugo Cristóvão.

ÁUDIO | Vereador Hugo Cristóvão (PS) sobre o Palácio Alvim e a reabilitação na Escola Gualdim Pais

Já no que concerne à Escola Gualdim Pais, o vereador esclareceu que o estudo prévio já foi entregue em julho, pelo que já estão entregues os dois projetos, tanto o da a parte especificamente desportiva quer o da totalidade da reabilitação da escola, em estudo prévio, sendo que entretanto foi enviado um pedido de pareces à DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares), e “é nessa fase que estamos a aguardar, ou seja não se avança para o projeto de execução, ou seja, para as especialidades em que a DGESTE dê primeiro o seu parecer, que à partida é uma formalidade mas a verdade é que ainda não chegou”.

Hugo Cristóvão adiantou ainda que o que está pensado não é fazer uma escola nova, mas antes “pegar naquela escola – que é um excelente escola, tem excelentes edifícios, a sua distribuição espacial, a forma como a arquitetura está desenhada mas, realmente, é uma escola com quase 50 anos que não teve nenhuma espécie de manutenção ou reabilitação ao longo destas décadas – e trazê-la para o século XXI”, dotando-a dos mais diversos meios, nomeadamente informáticos, de rede elétrica ou do espaço exterior, que “esse sim tem algumas debilidades em relação a outras escolas pelo facto de ter vários níveis, é uma orografia que não é plana, também dar-lhe um outro conforto e segurança que hoje, e bem, são exigidas para um espaço escolar e portanto é de facto esse o espírito de reabilitação daquele edifício”, disse o edil.

Anabela Freitas deu ainda nota que para a intervenção que se pretende fazer na escola Gualdim Pais está salvaguardado o financiamento.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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