O ambientalista tomarense Américo Costa deu conta de uma situação de “caos ambiental” na Zona Industrial de Tomar, dando conta da existência de “condutas partidas e resíduos desviados por falsas ribeiras” que vão desaguar na ribeira da Beselga, a poucos metros a jusante da ETAR que ali se encontra. No local, é visível numa linha de água paralela aos caminho-de-ferro, alguma espuma indicadora de um foco de poluição ativo. A autarquia tomarense rejeita responsabilidades mas já disse que, independentemente disso, irá acompanhar a situação e atuar dentro das suas competências, caso se verifique essa necessidade.
Num comunicado publicado na sua página do facebook, a Câmara de Tomar esclarece que “este coletor que, alegadamente, estará a derramar para as linhas de água a céu aberto, junto à linha de caminho-de-ferro, não é da responsabilidade dos SMAS nem do Município”. Acrescenta a autarquia que se trata de um dos emissários do Parque Empresarial, pertencente ao sistema em alta e nesse contexto sob responsabilidade da empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo.
A câmara explica que as tampas do coletor contém os logótipos dos SMAS e da CMT devido ao facto do sistema tenha sido construído pelo Município e explorado pelos SMAS antes da sua concessão, ocorrida há mais de uma década.

