A Câmara Municipal de Tomar aprovou a atribuição de apoios para a aquisição de livros de fichas e de material escolar para alunos carenciados do 1º ciclo, num valor total de 7.850€. Para o PSD este valor “parece manifestamente pouco”, tendo o vereador Hugo Cristóvão (PS) depois afirmado que o apoio por parte do município segue os valores base divulgados e que apesar disso a autarquia tenta acrescentar apoio em casos que entenda como “realmente necessários”. Para este ano estava prevista a abertura de uma nova turma de pré-escolar na Escola de Santa Iria, pretensão que a tutela acabou por não viabilizar.
Referindo que, em termos de material escolar, o valor de apoio proposto é de 16 euros por aluno para o escalão A e de 8 euros para o escalão B, a vereadora Lurdes Fernandes (PSD) afirmou que este “parece manifestamente muito pouco porque tendo em conta os valores a que o material escolar está, e este ano ainda mais, em termos de valores por criança, parece-nos muito, muito, muito pouco”, disse.
Foi Hugo Cristóvão, vereador com o pelouro da educação, quem respondeu dizendo que o município segue os valores de orientação divulgados, mas que “apesar disso tentamos acrescentar em casos em que entendemos que são realmente necessários, ou seja, uma coisa são os escalões que estão definidos por agregado familiar, para cada criança, e que vem, enfim, da segurança social e que todos sabemos que às vezes nem correspondem bem à realidade”, disse o autarca, mencionando algumas situações “estranhas” que se constataram com a entrega de refeições às casas de alunos carenciados durante a pandemia, acrescentando que não compete ao município fazer essa fiscalização mas sim à Segurança Social.
“Agora, o que fazemos é, para além dos escalões que estão identificados, através dos nossos serviços sociais, acrescemos alguns apoios às famílias que comprovadamente verificamos que necessitam”, disse Hugo Cristóvão, afirmando que este apoio é realizado através da subida de escalão em alguns casos (passando de escalão B para escalão A), da atribuição de apoios a algumas famílias que pelo simples escalão não teriam direito a esse apoio, na comparticipação na aquisição do passe de transportes escolares no ensino secundário, no apoio na aquisição de material ou até em apoio à frequência do ATL.
“Mas sempre, sempre, por via de parecer social dos nossos serviços, ou seja, indo além daquilo que é a simples definição dos escalões. Agora, claro os fundos são limitados, mas cá estamos para fazer face às necessidades”, clarificou o eleito do PS.
O vereador adiantou ainda que esta é uma primeira fase para o primeiro ciclo e que “na generalidade dos municípios fica por aqui”, até porque é suposto as famílias candidatarem-se, mas que há famílias que “só depois do ano letivo começar é que se lembram que precisavam de apoio, e nós não querendo prejudicar as crianças, analisamos essas situações e acabamos por providenciar esses apoios, por isso é que há as outras fases de apoio da ação social escolar, porque se não ficaríamos de facto por aqui”, concluiu o edil.
O perspetivar de um novo ano letivo
Na mesma reunião camarária de 5 de setembro, e com o aproximar do ano letivo, o vereador Hugo Cristóvão quis também deixar uma nota até porque este “é sempre um momento de grande azáfama, quer para os serviços quer para toda a comunidade educativa”.
“Como habitual, estamos a fazer todos os esforços para que o ano letivo comece com a maior naturalidade, felizmente temo-lo conseguido sempre, apesar de haver sempre muitas alterações de ano para ano”, recordando o edil que este ano, por exemplo, as refeições escolares nas cantinas da cidade vão ser servidas por uma nova empresa, algo a que o município vai estar “vigilante”.
Também em matéria de transportes escolares o vereador afirmou que “como sempre, haverá com certeza necessidade de algumas correções a fazer já depois dos inícios das aulas. Há sempre um ou outro percurso ou um ou outro horário que é preciso afinar, também porque às vezes algumas famílias, e aqui refiro-me essencialmente ao primeiro ciclo, só nesta altura é que se lembram que precisam de transporte para o seu educando e nós naturalmente, não querendo prejudicar as crianças, acabamos por aceder, só que isto não é fácil muitas vezes encontrar soluções à última da hora, isto requer ou tem a ver com a requisição de serviços, muitas vezes até com a dificuldade efetiva de quem possa prestar esse serviço, felizmente têm-se conseguido sempre, mas muitas vezes não é fácil”, afirmou o edil socialista.
Ao nível do pessoal não docente, no último ano houve uma “grande renovação” nos assistentes operacionais nas escolas, também por via de reformas, sendo que no último ano letivo terão sido mais de três dezenas o número de funcionários que se aposentaram e que como tal foram substituídos, “e portanto isto também representa sangue novo nas escolas o que é sempre importante”, disse Hugo Cristóvão.
Na palavra do vereador, foi igualmente aumentado o número de pessoas, sendo que o presente ano letivo irá começar com mais pessoas efetivas ao serviço das escolas, as quais, entre assistentes operacionais e assistentes técnicos, recorda Hugo Cristóvão, totalizam cerca de 200 funcionários, um terço de toda a força de trabalho do município de Tomar, sublinhou o autarca, que referiu ainda algumas manutenções e intervenções nos edifícios escolares, destacando este ano a da escola de Carvalhos de Figueiredo e a que está ainda para ocorrer no Jardim de Infância da Junceira.
O vereador e vice-presidente da autarquia quis assim deixar uma nota de naturalidade mas também de confiança em todos os agentes da comunidade educativa para que este seja “mais um excelente ano letivo e aquele que definitivamente faça esquecer aqueles que foram os anos anteriores que tiveram as condicionantes que todos sabemos”.
