Bruno Graça, vereador da CDU no executivo camarário de Tomar, força que está coligada com o Partido Socialista na gestão da autarquia, assumiu nesta terça-feira, 25 de abril, que a campanha vai entrar “numa nova fase” uma vez que é, a partir de agora, o cabeça de lista pela CDU à Câmara Municipal de Tomar. Por este motivo, na hora em que entra na corrida eleitoral, não deixou de tecer algumas críticas ao trabalho do executivo socialista, seu parceiro de coligação.

Perante cerca de 150 pessoas, que se juntaram num almoço de 25 de abril, na Sociedade Instrutiva e Recreativa Vilanovense, em Vila Nova, na freguesia de Paialvo, Bruno Graça preferiu falar de improviso, uma vez que considera que as palavras devem sair com espontaneidade. “Ao candidatar-me à Câmara de Tomar, neste novo mandato, naturalmente que assumo integralmente a alternativa autárquica que a CDU representa a nível nacional. A CDU não tem nenhuns pontos de contacto com qualquer outra candidatura”, referiu, acrescentando que esta é “uma alternativa de trabalho persistente diário para responder aos pequenos e grandes problemas da população”.

Bruno Graça, vereador na Câmara de Tomar, assumiu esta terça-feira, 25 de abril, que está na corrida à presidência da autarquia Foto: mediotejo.net

Bruno Graça explicou os motivos da sua candidatura à câmara. “Concorremos para levar para a frente um projeto autárquico que encontre as soluções para os grandes problemas que o nosso concelho enfrenta”, disse, reconhecendo que os últimos quatro anos de mandato – e apesar da CDU estar coligada na gestão autárquica – “não resolveram, no essencial, as questões do nosso concelho”.

O candidato da CDU referiu que, por exemplo, o executivo que está à frente da câmara não foi capaz de compreender a importância do desenvolvimento económico e social para o futuro do concelho. “Não podemos pensar no futuro se todos os dias vemos os nossos filhos, os nossos netos a sair do concelho porque não têm cá emprego”, enunciou. Por isso, a grande prioridade do candidato Bruno Graça vai passar pelo desenvolvimento económico, pela captação de investimento e pela criação de emprego.

Almoço foi animado com algumas músicas que lembraram a Revolução dos Cravos Foto: mediotejo.net

“O desenvolvimento económico tem que ser a nossa grande prioridade. Sem resolvermos este problema não conseguimos sair da situação em que estamos. Temos que ser humildes e dizer que, nestes quatro anos, pouco foi feito pelo Parque Empresarial de Tomar. Mudou-se o nome e mais nada. Quem vai visitar o Parque vem imediatamente embora porque aquilo não é atraente. Precisamos de nos virar, de uma vez por todas para o investimento em Tomar e encontrar uma estratégia para implantar um novo aparelho produtivo que produza riqueza”, referiu.

“Esta é a grande linha de atuação da CDU. O caminho não é andar todos os dias a fazer inaugurações de coisinhas sem significado ou tirar fotografias ou para aparecer nos jornais. Os grandes problemas de Tomar têm que ser encarados e resolvidos”, criticou, considerando que os serviços do município devem ser reorganizados.

Candidatos foram apresentados durante um almoço que reuniu cerca de 150 pessoas na Sociedade Vilanovense Foto: mediotejo.net

Para Bruno Graça, com o anúncio da sua candidatura “entrámos numa nova campanha” e que a CDU já mostrou, nas condições em que aceitou trabalhar e nas competências assumidas que tudo foi cumprido. “Tínhamos um vereador, não tínhamos quase força. Se tivéssemos a gestão da câmara municipal outro galo cantaria para o concelho de Tomar”, referiu, apelando ao voto na CDU.

Nesta iniciativa de 25 de abril, a CDU apresentou ainda o seu candidato à assembleia Municipal de Tomar, Paulo Macedo e alguns candidatos à presidência das Juntas de Freguesia: Luís Antunes (Paialvo), Anabela Mota/Os Verdes (Junta Urbana de Tomar), Custódio Ferreira (Madalena/Beselga), Susana Alves (Sabacheira), Joaquim Góis (Além da Ribeira e Pedreira) e Rui Duarte (Casais e Alviobeira).

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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