Bons Sons. Foto: mediotejo.net

O Festival Bons Sons foi reconhecido pelas práticas ambientais adotadas na organização do evento musical que todos os anos enche a aldeia de Cem Soldos com milhares de visitantes. As duas medidas ligadas à área da Educação, agora premiadas, integram a lista das quatro implementadas no âmbito do programa “Sê-lo Verde”, uma medida do Ministério do Ambiente financiada pelo Fundo Ambiental.

A organização recebeu o prémio no passado dia 21 de novembro no estúdio-armazém do artista plástico Bordalo II, no bairro do Beato (Lisboa), destacando-se a nível nacional na competição que distinguiu oito das 21 medidas apresentadas nos vetores dos recursos, energia, emissões e educação. O Bons Sons integrou a categoria dos festivais cujo número de espetadores se situa entre os cinco e os 25 mil.

A substituição de copos descartáveis por canecas de plástico foi uma das práticas ambientais adotadas na edição de 2017. Foto: mediotejo.net

A aposta na vertente ambiental durante a edição de 2017 englobou a criação de seis vídeos de boas práticas ambientais, assim como ações de educação ambiental. Os primeiros tinham como protagonistas os habitantes da aldeia e divulgavam medidas do Plano Ecológico que os visitantes do festival eram convidados a adotar, como a poupança de água, a separação de resíduos ou a substituição de copos descartáveis pelas canecas de metal e plástico.

As segundas dirigiam-se ao público infantojuvenil e foram desenvolvidas no Espaço Criança, incentivando práticas ecológicas nos mini-festivaleiros através de atividades lúdico-pedagógicas associadas aos ecossistemas e sua proteção. Cada dia do festival, que decorreu entre 11 e 14 de agosto, abordou um tema específico – Seres Humanos, Plantas, Animais e Clima – através de jogos, leitura de contos, reutilização de objetos e utilização de materiais “amigos do ambiente”.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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