Terminou no sábado, 6 de maio, mais uma iniciativa do “Bibliotecando em Tomar” dedicado ao tema “Utopias & distopias: leituras das de ontem e de hoje”. Na sessão de encerramento foi apresentado por Agripina Vieira, da organização, o tema do encontro do próximo ano: Ética & Estética.
Guilherme de Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura, fez o balanço de mais um Bibliotecando, elogiando “o entusiamo transbordante” de António Godinho, professor que impulsionou o evento. “Mais uma vez o Bibliotecando, na sua oitava edição, excedeu as nossas expectativas porque procurámos por as ideias a funcionar. Tivemos opiniões diferentes, verdadeiro debate e reflexão, pistas novas, utopias e distopias… um conjunto muito vasto de desafios que vai permitir a cada um de nós aprofundar muito daquilo que aqui referimos e falámos”, disse aos presentes.

De acordo com este interlocutor, há uma relação permanente entre o desafio de poder corresponder mais aquilo que é o ato de educar, sendo que o que distingue o desenvolvimento do atraso chama-se aprendizagem. “Quando alguém termina a sua educação formal, apenas tem uma licença: para aprender mais”, disse. Guilherme de Oliveira Martins, antigo ministro das Finanças e da Educação sublinhou que o grande desafio das sociedades atuais passa por “garantir para todos qualidade de vida e dignidade”. Sobre o tema do próximo ano, “Ética e Estética referiu que constitui um interessante diálogo, lançando um desafio aos presentes: “peçam a uma criança que desenhe uma flor”.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, deu os parabéns à organização, fazendo um agradecimento público aos trabalhadores do município pelo seu envolvimento na iniciativa. “O tema que escolheram para a 9.ª edição é um tema muito ousado. Mas precisamos de ser audazes e ousados porque só isso nos faz questionar mais. Quem participa no Bibliotecando é obrigado a parar para pensar, algo que no dia a dia não temos tempo. E ainda bem, porque só do confronto de ideias nasce a luz”, referiu.

O evento, que se desdobrou entre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MATT) em Lisboa e a Biblioteca de Tomar, juntou nomes como André Martins, Eduardo Paz Ferreira, Elvira Fortunato, Fátima Vieira, Guilherme d’Oliveira Martins, João Caraça, Joaquim Alves da Silva, Jorge Leitão Ramos, Maria Flor Pedroso, Margarida Gil, Paulo Dentinho, Pedro Gadanho, Rui Zink e Susana Ventura ou Alexandre Quintanilha, Ana Paula Arnaut, António Perez Metelo, David Justino, Gonçalo M. Tavares, Guilherme d’Oliveira Martins, João Costa, José Carlos Vasconcelos, José Pacheco Pereira, Miguel Real e Ricardo Pais Mamede.
Durante a sessão de encerramento foi ainda assinado um protocolo entre o Centro Nacional de Cultural (CNC) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT). O presidente do IPT, Eugénio de Almeida, congratulou-se pelo início desta parceria com o CNC. “Acho que vai ser extremamente interessante para nós e para as todas as entidades que possam vir a ser envolvidas. Desde o início que o IPT se pretendia associar a esta iniciativa do Bibliotecando. É um motivo de satisfação e de enorme prazer verificar a evolução que este projeto tem tido e o contributo que tem vindo a dar, promovendo o debate sobre temas que são fundamentais”, disse.

Guilherme de Oliveira Martins, do CNC, referiu que este protocolo “é celebrado nas melhores circunstâncias, com as melhores testemunhas”, sublinhando que o IPT é uma instituição de prestígio mas, sobretudo, tem um trabalho realizado com uma extraordinária importância. “Sei bem todo o percurso que tem feito de valorização institucional e, simultaneamente, de valorização de toda a região em que se insere”, disse, referindo que para o CNC a assinatura deste protocolo é um motivo de orgulho.
