São uma maravilha para os olhos e uma delícia para o paladar. E como o próprio nome convida, não há quem resista ao “Beija-me… depressa”. Um doce de ovos conventual envolto em açúcar de pasteleiro que é marca registada da Pastelaria “Estrelas de Tomar”, a pastelaria com fabrico próprio mais antiga da cidade. Cada embalagem leva 12 “beijos” e apresenta uma ilustração encantadora dos anos 50, com um desenho de uma menina e um menino dentro de um coração, a lembrar as publicidades antigas, que adensa o romantismo a cada 14 de fevereiro.

Henrique Neves, 80 anos quase feitos, comprova que este doce é dos mais pedidos pelos seus clientes mas que tem mais saída em ocasiões especiais com o São Valentim. Quem compra, leva logo uma embalagem inteira que mantém o design encomendando a um ilustrador nos anos 50. “Tínhamos que arranjar algo que chamasse a atenção dos clientes. Contactamos uma casa para fazer o design e criámos estas caixas de especialidades, que era uma novidade para a época, e que ainda hoje são um êxito”, conta.
A receita do “Beija-me depressa”, a par dos queijinhos doces, das queijadas e das Fatias de Tomar, está no segredo dos Deuses, embora já há quem se pusesse a adivinhar. Sabe-se que leva açúcar, ovos, manteiga e farinha, sendo um dos muitos doces desta Pastelaria confecionados na fábrica de Santa Cruz. “É uma receita que criámos, um doce de ovos, preparado e alterado, e que mantivemos ao longo de todos estes anos. São pequenos que é para não enjoar. Costumo oferecer a muita gente e há quem os coma logo à dúzia”, conta a sorrir.

O nome sugestivo, revela Henrique Neves, foi criado para ter impacto junto do público. E conseguiram. “Éramos muito visitados por turistas e decidimos dar este nome para que as pessoas levassem esta especialidade para casa e pudessem brincar com as esposas ou maridos”, atesta.
A embalagem cartonada têm-se mantido fiel ao longo dos tempos. Apresenta dimensões de 21 x 9,5 x 3 cm e pesa 268 gramas. “Já tentámos modernizar o design mas os clientes pedem-nos que não o façamos. Vou manter a tradição até poder”, assegura sobre estas pequenas bolas de puro prazer, que se desfazem na boca com uma suavidade e sabor únicos. E não precisa pedir perdão à dieta. Pelo amor, há sacrifícios que valem a pena!
“Beija-me… depressa”
INGREDIENTES
225 g de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
12 gemas
2 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada
Água q.b.
Óleo para untar
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
PREPARAÇÃO
Leve ao lume brando o açúcar com água (o suficiente para cobrir o açúcar) e deixe ferver até atingir o ponto de pérola (quando a calda escorre da colher formando um fio cuja extremidade é semelhante a uma pérola). Retire do lume, misture imediatamente a manteiga à calda e deixe amornar. Adicione as gemas, uma a uma, mexendo a cada adição e em seguida coloque a farinha de trigo, aos poucos, misturando bem. Leve novamente ao lume brando, até obter ponto de estrada, ou de bala mole (quando ao passar uma colher de madeira na panela onde está sendo feita a calda, o fundo se torna visível, formando uma estrada). Coloque essa massa numa travessa untada com óleo e deixe-a repousar de um dia para o outro. No dia seguinte, faça bolinhas com a massa, polvilhe-as com açúcar de confeiteiro e coloque em forminhas de papel.
