A autarquia de Tomar tem intenção de ampliar o edifício da USF de Santa Maria dos Olivais, mais conhecida como USF da Nabância, e remodelar o Centro de Saúde de Marmelais, em parceria com o Ministério da Saúde, a ARS de Lisboa e Vale do Tejo e o ACES Médio Tejo. Estas intervenções vão ser financiadas por instituições governamentais, pelo fundo PRR.
Em reunião de executivo, Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal de Tomar, deu a conhecer aos vereadores que estão a decorrer um conjunto de reuniões técnicas entre o Tomar Habita e a ARS Lisboa e Vale do Tejo para ser discutida a questão dos valores para reabilitação de duas infraestruturas de saúde do concelho.
“Atendendo aquilo que é o aumento das matérias e das empreitadas conseguimos aqui também negociar um aumento do valor de partida da obra. Ficou em cima da mesa continuar as reuniões técnicas, porque a ARS é que tem de nos dizer qual é o plano funcional para as duas unidades. É matéria que desconhecemos. Os centros de saúde obedecem, tem de ter determinada dimensão, os corredores e os gabinetes também tem de ter uma dimensão certa. Os planos ficaram de ser finalizados com a parte técnica da ARS para que a Câmara possa lançar o procedimento para elaboração de projeto”, explicou Anabela Freitas.
Atualmente poderão ser alvo de intervenção as duas unidades, ou apenas uma, consoante aquilo que o orçamento prever, que ainda não está definido, devido às alterações do fundo governamental PRR.
A autarca afirmou que “o valor inicial era de 2 milhões de euros, agora o que está em cima da mesa são 2,5 milhões, porque estas intervenções são candidatas ao PRR, e que ainda não está claro, como é a questão do IVA, se é financiado ou não. O aviso para estas intervenções, que já saíram, nomeadamente em zonas de Lisboa, o IVA não era financiado. O PRR está a ser negociado”.
Em relação a outras infraestruturas de saúde do concelho de Tomar que necessitam de obras, Anabela Freitas disse que essas “não vão ao PRR, algumas são obras que a Câmara consegue acomodar com o seu orçamento e as outras serão colocadas no Portugal 20/30”.
