Câmara Municipal de Tomar. Foto: mediotejo.net

Não tendo ganho no tribunal da relação (tribunal de recurso/de segunda instância) relativamente ao processo de venda do edifício onde estavam instalados os SMAS (Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento), na Praça da República, a Câmara de Tomar anunciou que vai desistir do processo, não tencionando apresentar recurso.

A garantia foi dada em reunião camarária por Anabela Freitas (PS), presidente da autarquia.

“Sim, efetivamente não ganhámos na relação e portanto é nossa intenção não prosseguir, não apresentar recurso. Estou a tentar articular agendas para falar com os advogados e já foi dada instrução de não apresentar recurso e de terminarmos o processo por aqui”, afirmou a autarca.

O caso remonta a 2018, aquando da venda do edifício pela família proprietária a uma sociedade anónima que se dedica ao imobiliário por 550 mil euros, uma vez que a Câmara exerceu o Direito de Preferência mas a escritura acabou por ser realizada na mesma com outro proprietário. A escritura foi assinada no cartório da notária Sara Reis, em Tomar, no dia 11 de maio de 2018.

“O Direito de Preferência foi exercido em tempo útil tanto que a autarquia foi notificada, em tempo útil, da data em que se realizava a escritura”, disse na altura Anabela Freitas.

Desistindo do processo, a Câmara desbloqueia assim a verba de 550 mil euros, retida neste processo.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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