O executivo municipal de Tomar aprovou na segunda-feira, dia 31 de outubro, o orçamento para 2017 no valor 36 milhões e 378 mil euros, um valor ligeiramente abaixo (menos 1,8 por cento) em relação ao orçamento deste ano. Após alguma discussão, o documento acabou por ser aprovado por maioria, com os votos contra dos vereadores do PSD e a abstenção de Pedro Marques (Independentes por Tomar) e Rui Serrano (PS).
Trata-se do quarto orçamento do mandato gerido pela coligação PS/CDU, onde salta à vista a previsão de menos receita e menos despesa. O orçamento de 2017 assume-se “como um marco no ciclo que se atravessa e que, para além das metas atingidas, interessa finalizar projetos quase concluídos e dar continuidade aos programas que se preconizam para o Concelho de Tomar”, lê-se no documento.
A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, frisou algumas das obras previstas para o próximo ano e que passam pelo realojamento das famílias ciganas, obras no quartel dos bombeiros, compra de ambulância e viaturas de combate a incêndios, requalificação da Várzea Grande, recuperação da sinagoga e o lançamento do centro escolar da Linhaceira.
Lê-se no documento que “o ano de 2017 será marcante também por via do novo quadro comunitário designado por “Portugal 2020”, ao abrigo do qual se espera mobilizar recursos necessários a importantes investimentos de cariz social, cultural e de desenvolvimento económico”.
A maioria PS/CDU explica as diminuições de receita durante os últimos anos, com as“adversidades ao desenvolvimento económico, pela falta de emprego qualificado e consequente perda de população jovem, assim como pela inexistência de fundos comunitários”.
A gestão camarária tenciona em 2017 continuar “a canalizar os parcos recursos e a orientar políticas para a vertente social, bem-estar da população e desenvolvimento territorial, sendo estas as prioridades a que importa continuar a dar respostas”.
