Há décadas que os moradores de Palhavã aguardam esta notícia: as obras na rua Corredoura do Mestre vão finalmente avançar. Na reunião de câmara desta segunda-feira, 10 de outubro, a presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS) mostrou à restante vereação o projeto da Rua das Mimosas (obra a cargo dos SMAS) para tomarem conhecimento. Também foi mostrado o projecto da Rua Corredoura do Mestre que viria a ser aprovado, por unanimidade. As duas empreitadas estão orçadas em 600 mil euros.
Face a esta decisão, os moradores foram convocados pelo município para participarem numa sessão pública de apresentação do projeto de requalificação de Palhavã na quarta feira, 12 de outubro, às 10h, no café do Beto.

De acordo com a presidente da autarquia, Anabela Freitas, serão lançadas as duas empreitadas ao mesmo tempo. Uma na rua das Mimosas, que será contemplada com arranjos exteriores, implicando alterações ao trânsito (a via passa a ter um único sentido) e na qual será construído um passeio apenas de um dos lados. Neste caso, os SMAS terão de pagar à câmara cerca de 152 mil euros.
Na rua Corredoura do Mestre, obra a cargo da câmara municipal, as obras vão avançar mesmo sem a EPAL substituir a conduta. Será contemplada com arranjos exteriores, iluminação e passeios dos dois lados mas somente nalguns locais). A câmara vai reunir com a EDP, Tagusgás e Telecomunicações para que a intervenção contemple todas as infraestruturas de uma só vez. A autarquia espera compensações por parte destas entidades.

A presidente da Câmara referiu que, se possível, apenas será montado um estaleiro de obra, prevendo-se que a mesma tenha a duração de 5 meses. Uma vez que a EPAL não irá substituir a conduta, a alternativa, segundo Anabela Freitas, passa pela colocação de um “bypass” – enquanto decorre a obra – que permita um cadastro atualizado sobre a conduta, contando para isso, com o acompanhamento por parte da EPAL.
“Atendendo ao montante que está envolvido, não acredito que entremos em obra antes de fevereiro”, disse a autarca na reunião de Câmara.

Recorde-se que os moradores da estrada de Palhavã, entre o Modelo e o cemitério de Marmelais, apresentaram nos últimos tempos diversas queixas, lamentando a falta de intervenção da Câmara Municipal de Tomar no arranjo desta rua.
Os tempos de chuva no último inverno agravaram ainda mais o estado do pavimento, já por si bastante degradado, com crateras na estrada que constituem um perigo para os automobilistas que ali passam, danificando as viaturas e, inclusive, para os peões que podem cair na armadilha de um dos buracos.
Um dos principais entraves à obra tinha a ver com o facto de, no subsolo desta estrada, se encontrar uma conduta de fibra de vidro que deveria ser substituída pela EPAL. Tal não vai acontecer mas a obra avança na mesma.
