Os primeiros dois anos do programa Qualifica foram assinalados esta segunda-feira, dia 15, com uma visita de António Costa ao centro tomarense onde se aplica a medida estratégica focada na formação e qualificação de adultos. O primeiro-ministro conheceu as instalações e falou com os formandos e os formadores numa manhã que considerou “motivadora, comovente e inspiradora”.
O Centro Qualifica de Tomar foi escolhido entre os mais de 300 existentes no país para a sessão em que se fez um balanço da medida governamental vocacionada para a formação e qualificação da população adulta. Os números globais apresentados esta manhã apontam para 316.969 inscritos entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018, superando as primeiras expetativas do programa governamental lançado há dois anos.

António Costa estava no auditório quando estes e outros dados foram apresentados, depois de ter conhecido as instalações do centro acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, e o diretor do Centro de Emprego e Formação Profissional do Médio Tejo, Samuel Pereira. Ao seu lado estiveram, igualmente, os ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva.
Ao longo da manhã, o primeiro-ministro ouviu os testemunhos pessoais dos formandos e conheceu pormenores das diversas áreas formativas ali ministradas através dos respetivos formadores. Experiências e estatísticas, partilhadas entre um aperto de mão e outro, que permitiram a António Costa e ao resto da comitiva ficar a saber que, por exemplo, a empregabilidade ao nível dos soldadores é de 100%.

Outra revelação foi a de que o Qualifica tem uma vertente mais doce no centro de Tomar uma vez que na formação de pastelaria foi criada uma receita própria com o símbolo do programa governamental. Estes formandos irão, em breve, aumentar a lista dos milhares de inscritos que, segundo o primeiro-ministro, representam um “número muito significativo” quer transformado em 600.000 até 2020.
Os resultados “excelentes” do programa com uma dotação global de 210M€ foram sublinhados e a meta dos 600.000 considerada “perfeitamente” alcançável devido à “trajetória que temos tido nestes dois anos”. No discurso ficou também o alerta para a necessidade de se dar continuidade ao esforço de qualificação contínua depois de 2020 de modo a assegurar respostas adequadas às mudanças no mercado de trabalho.
* c/ LUSA
