A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas – que teve como uma das suas promessas eleitorais, em 2013, resolver o problema do Acampamento do Flecheiro onde residem cerca de 200 pessoas provenientes de 40 famílias de etnia cigana – confirmou ao mediotejo.net a pretensão de alojar um clã, composto por cerca de 25 pessoas, na Avenida António Fonseca Simões, em terrenos que são propriedade do município, nomeadamente junto ao Destacamento da Guarda Nacional Republicana e estação da CP.
De acordo com a autarca socialista já existe projeto aprovado, devendo ser lançados os procedimentos para que as obras se iniciem. Em relação à tipologia das habitações que vão ser construídas e encargos globais com este processo de realojamento, Anabela Freitas prefere falar primeiro com a vereação camarária antes de avançar com essa informação na comunicação social.

Segundo Anabela Freitas, neste mandato, os concursos com vista à atribuição de habitação social “são abertos a todas as pessoas, independentemente da sua etnia”, estando também a ser trabalhada a reabilitação de escolas primárias para serem transformadas em habitação social.
De acordo com a autarca, atendendo à especificidade da comunidade cigana que reside no Acampamento do Flecheiro, existem três ou quatro clãs, que terão que ser realojados em comunidade.
Deste modo, o primeiro local de alojamento onde será instalado um clã, com cerca de 25 pessoas, será em terrenos junto à GNR. O processo de adjudicação, no âmbito da contratação pública, deverá demorar dois meses ao que acresce o prazo de execução da obra. Anabela Freitas acrescenta que à medida que as famílias vão saindo do Flecheiro tem lugar a “demolição imediata” das barracas.

Recorde-se que uma das principais promessas de Anabela Freitas na campanha eleitoral foi a de em “cem dias” avançar com uma solução para o Flecheiro, o que já levou a receber duras críticas da oposição uma vez que o mandato já está no último ano e o problema – que já tem mais de 40 anos e nunca foi passível de resolução por parte dos vários executivos que passaram pela autarquia – continua a carecer de resolução, sendo considerado por muitos como um “péssimo cartão de visita” do ponto de vista turístico para a cidade, dado que se localiza numa das suas entradas.
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