Já está concluída a intervenção na Charolinha, um elemento patrimonial situado no mata dos Sete Montes em Tomar. A indicação foi dada pelo vereador da CDU, Bruno Graça, na reunião de segunda-feira, 1 de agosto. A acção foi devidamente autorizada pela Direção-Geral do Património Cultural, que tutela a Mata Nacional dos Sete Montes, e pelo Instituto da Conservação da Natureza.
A Charolinha trata-se de uma “casa de fresco” construída no séc. XVI, da autoria de João Castilho, responsável por diversas obras do Convento de Cristo, que pode ser apreciada por quem atravessa a Mata dos Sete Montes, no meio da vegetação frondosa. É uma espécie de torre cilíndrica rodeada por um fosso coberto de água por uma nascente natural.

Bruno Graça explicou que a intervenção enquadrou-se na estratégia do município de Tomar de valorização do património histórico e paisagístico do concelho e esteve a cargo do Instituto Politécnico de Tomar, através da celebração de um protocolo, tendo-se iniciado em Novembro de 2015.
“Estas obras resultaram de uma parceira entre o Município e o IPT. O trabalho foi conduzido pelo professor Fernando Costa, no âmbito das aulas de Conservação e Restauro”, explicou, agradecendo ao professor, aos alunos e ainda à Directora do Convento de Cristo, que cedeu equipamentos.
Pela parte do município, houve apoio logístico e cedência de material, para além da condução do processo de autorizações junto do Governo. “Este é um bom exemplo do que pode e deve ser feito naquele espaço”, afirmou.

Ainda sobre este assunto, o vereador dos Independentes por Tomar, Pedro Marques referiu que, aproveitando a intervenção na Charolinha, e em acções futuras, é necessário proceder a um relatório antecipado sobre as intervenções a realizar, uma vez que a gestão da Mata não é da Câmara de Tomar mas sim do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.
Já a presidente da autarquia, Anabela Freitas, reconheceu que o ICNF “não tem demonstrado grande vontade” para continuar as conversações sobre o protocolo de gestão da Mata pelo que a gestão do espaço deverá permanecer a cargo da tutela, contrariamente ao que seriam as pretensões do município.
