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Embora Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal de Tomar, tivesse dado conta de que, após a chegada de 69 refugiados, não iriam ser acolhidos mais até que estes estivessem integrados convenientemente, “o que é certo é que não se consegue parar o mar com as mãos”, referiu a autarca na última reunião camarária. O concelho de Tomar acolheu até ao momento cerca de 80 pessoas fugidas da guerra na Ucrânia.

Na reunião de Câmara de 4 de abril, Anabela Freitas deu também conta de que estes 80 refugiados realizaram testes de despistarem à covid-19, sendo que os 69 que já se encontravam no território fizeram também a despistagem de tuberculose, poliomielite e sarampo. Estes vão ainda ser atendidos no decorrer desta semana no IEFP, para serem tratadas as questões relacionadas com a empregabilidade e a ministração de cursos de Língua Portuguesa, uma vez que a quase totalidade destes cidadãos já recebeu os seus números de identificação.

Recordando que o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) alterou o procedimento de inscrição em território nacional, impossibilitando que se faça o registo de menores fora das suas instalações e sem o acompanhamento de um progenitor ou tutor, Anabela Freitas indicou que já está também agendada para esta semana a deslocação ao SEF de Leiria para se proceder ao registo dos menores.

ÁUDIO | Anabela Freitas

Em jeito de conclusão, Anabela Freitas deu ainda conta de que os bens que foram solicitados pelo município de Zaporizhzhya, no leste da Ucrânia, já estão prontos e embalados, pelo que estão a ser ultimados os preparativos para um camião (de 20 ou 24 toneladas, consoante a dimensão da carga que for carregada) sair esta semana para entregar a ajuda naquela cidade, que tem a maior central nuclear da Europa e que, no mês passado, chegou a estar em chamas durante a invasão russa.

O vereador Hélder Henriques (PS) deu ainda conta de que também já houve animais de companhia de cidadão ucranianos a darem entrada no canil, sendo que “os animais são avaliados relativamente ao seu estado de saúde, é feita a conversão do chip para o português, é feita a vacinação antirrábica e também são feitas análises para despiste de outras patologias que os animais possam ter”, explicou o edil.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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