Tomar acolhe mostra coletiva 'Os Sítios da Água' em três espaços culturais. Foto: Arlindo Homem

Tomar acolhe até 31 de dezembro a exposição coletiva ‘Os Sítios da Água’ em três espaços da cidade, nomeadamente na Sala Multiusos do Complexo Cultural da Levada, na Sala de exposições do Politécnico de Tomar e no Centro de Estudos em Fotografia. A inauguração da exposição “Os Sítios da Água” decorreu no dia 22 de outubro, na Sala Multiusos e prolonga-se até final do ano.

“Os Sítios da Água são uma outra e nova estação do manifesto implícito do grupo “Convergências”:    Valorizar, pela arte, as dádivas da Terra, das quais a humanidade tem vindo a abusar com uma sofreguidão que as esgota e definha;    Recordar, pela arte, que habitamos a nossa própria lixeira, pisamos a nossa terra estéril e damos aos nossos filhos a água que sujamos. Assim nós, os ricos, morreremos à sombra dos nossos despojos, enquanto outros povos, desconhecedores da abundância, asfixiam pelo pó e pela sede”, lê-se em informação municipal.

Fotos: Arlindo Homem

“Mas … a arte resolve? Não, no imediato pode até piorar as coisas. Mas a arte é única na capacidade de nos refletir, de nos denunciar e de nos transformar. É por isso que é pela arte que se educa, ou que se devia educar.    Muitos já o disseram de maneiras mais eruditas ou mais belas. Resistimos habitualmente a citações, que podem tornar-se apropriações da credibilidade alheia; mas neste caso quer-se trazer à memória Yehudi Menuhin, ilustre violinista e humanista.

Na sua “Carta aberta ao Conselho da Europa”, que é como que um testamento legado à consciência de todos nós, afirma: (…) só o exercício das artes (…) é capaz de dar origem ao verdadeiro respeito pelo próximo e ao desejo de paz que permita levar a cabo as nossas próprias realizações, bem como as realizações coletivas de todos aqueles que partilham a nossa responsabilidade para com esta Terra que sofre”, revela ainda a mesma informação.

A mostra conta com obras dos artistas Abílio Febra, Alberto Trindade, Ana Filipa Scarpa, Anabela Mota, Beatriz Cunha, Becerra Vitorino, Carmen Vitorino, Catarina Câmara, Diogo Rosa, Elsa Figueiredo, Engrácia Cardoso, Fátima Afonso, Fernando Sarmento, Filipe Curado, Gina Frazão, Helena Estanqueiro, Isabel Soares dos Reis, Ivone Alves, João Estrada, João Sotero, Jorge Bacelar, Jorge Pé-Curto, Kerk, Luís Reis, Manuel San-Payo, Manuela Martinho, Mário Lopes, Marta Castelo, Maya Fernandes Kemp, Pedro César Teles, RaRo, Ricardo Gigante, Sandra Borges, Susana Piteira, Teresa Lima, João Donato e Thierry Ferreira.

Fotos: Arlindo Homem

A exposição coletiva estará assim repartida entre três espaços culturais da cidade, podendo ser visitada na Sala Multiusos do Complexo Cultural da Levada (entre 22 de outubro e 31 de dezembro), na Sala de exposições do IPT (entre 22 outubro e 30 de novembro) ou no CEFT (entre 19 de novembro e 31 de dezembro).

Pode descobrir mais sobre esta exposição AQUI.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *