O BP Ultimate Rally-Raid Portugal foi apresentado no dia 7 de março, sendo que esta prova marca a estreia de Portugal enquanto anfitrião de uma das provas do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), organizado pela FIA e pela FIM. Com um percurso superior a 1700 quilómetros, percorridos pelas máquinas e figuras emblemáticas do rali internacional e nacional, numa competição para carros, motos e quads.
Alguns dos melhores pilotos do mundo irão disputar, de 2 a 7 de abril, a partir da vila de Grândola que acolhe a base operacional e o Prólogo, esta que será a terceira prova do campeonato mundial W2RC, composta por cinco etapas, que atravessará as regiões do Alentejo e Ribatejo, com uma incursão pela Estremadura espanhola e pela cidade de Badajoz, indica a organização.

Entre os locais por onde vai passar o Rally-Raid Portugal encontram-se concelhos da região, desde Abrantes (zona espetáculo no Pego), Chamusca, Mação (zona de interesse: Pista da Boavista; final: junto à Escola Fixa de Trânsito) e Ponte de Sor.
A prova passará por 11 concelhos na totalidade do percurso em solo português, atravessando ainda os concelhos de Grândola, Santiago do Cacém, Alcácer do Sal, Almeirim, Coruche, Salvaterra de Magos, Sines e pela cidade de Badajoz, em Espanha, que recebe o final de uma das etapas.
Serão cronometrados 1.008,87 km de um total de 1.758,41 km do percurso, dividido por cinco etapas além do prólogo – que definirá a ordem de partida para a primeira etapa, numa extensão de 5 km.

Para a prova estão confirmados pilotos da elite do Dakar, sendo que o BP Ultimate Rally-Raid Portugal será a terceira prova do Campeonato do Mundo, que começou em janeiro no Rali Dakar, na Arábia Saudita, seguido do Abu Dhabi Desert Challenge.
Antes mesmo das inscrições fecharem, a 18 de março, a organização antecipou alguns dos nomes sonantes que virão a Portugal.
No setor dos automóveis e SSV, destaque para o bicampeão mundial de Rally-Raid e cinco vezes vencedor do Dakar, Nasser Al-Attiyah (Prodrive Hunter T1+).
O piloto terá pela frente forte oposição da equipa oficial da Toyota, nomeadamente do brasileiro Lucas Moraes e do norte-americano Seth Quintero, mas também dos pilotos da Overdrive Racing, como Guerlain Chicherit, Guillaume de Mévius e Yazeed Al-Rajhi, ao volante das Toyota Hilux T1+.

Os irmãos brasileiros Christian e Marcos Baumgart entram na disputa pelos lugares cimeiros, aos comandos de dois Prodrive Hunter T1+.
Cristina Gutiérrez, vencedora do Dakar na categoria Challenger (ex-T3), também será presença confirmada na prova dos protótipos ‘side-by-side’, a par do português João Ferreira, piloto oficial da Can-Am na categoria SSV (ex-T4), os americanos Austin Jones (Challenger) e Sara Price (SSV), ou o lituano Rokas Baciuška (Challenger).
O ACP indica que esta prova será também pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT), atualmente liderado pelo campeão em título Tiago Reis, seguido por João Ramos, ambos aos comandos de modelos Toyota Hilux T1+. A pontuação do CPTT será atribuída no final da Etapa 2, com os concorrentes nacionais a poderem, depois, prosseguir em prova, em competição direta com os melhores do mundo.
No setor das motos, o ACP revela existir muita expectativa quanto ao embate entre as equipas oficiais da Honda, Sherco e Hero, que trazem a Portugal talentos das duas rodas como o norte-americano Ricky Brabec (Honda), duplo vencedor do Dakar; Ross Branch (Hero), o atual líder do Mundial; Pablo Quintanilla (Honda), ex-campeão mundial de Ralis Cross-Country; Jose Ignacio Cornejo (Honda), Adrien Van Beveren (Honda); Skyler Howes (Honda); Lorenzo Santolino (Sherco); Harith Noah (Sherco); entre outros.

Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP) reconhece que “é uma prova difícil de organizar, são mais de 1700 quilómetros de percurso, com tudo o que isso envolve, mas com a experiência e a qualidade da nossa equipa conseguimos fazê-lo. Penso que o ACP vai fazer uma grande prova e demonstrar, mais uma vez, que somos organizadores de excelência. Vamos ter todos os melhores pilotos mundiais de automóveis, motos e quads que estiveram no Dakar, mais os pilotos nacionais e as equipas da Europa que não tiveram oportunidade de ir ao Dakar”.
O responsável espera “uma prova com muita gente, com grandes pilotos e sobretudo muito interessante, porque o percurso é completamente diferente do que fizeram até hoje”.
Por fim, reconhece a importância de este tipo de iniciativas serem descentralizadas e dinamizarem os territórios de baixa densidade. “É importante levar estas provas para o interior de Portugal, porque enchem hotéis, enchem restaurantes, atraem público… O interior precisa de uma economia forte e de eventos como este”, afirmou o presidente do ACP.

Tal foi reafirmado por Carina Batista, vice-presidente da Câmara Municipal de Grândola, que acolherá a base operacional e o prológo da prova. “É, ao mesmo tempo, um desafio para Grândola, mas um evento muito importante para a economia local, devido aos pilotos e equipas que nos vão visitar, além de ser uma forma de divulgar o nosso concelho”, frisou.
Na ocasião estiveram ainda presentes outros parceiros, caso de Inês Rodrigues, representante da BP Portugal, e Santiago Amaro Barril, representante da Junta da Extremadura.
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