'Tocas' - concerto performance no sábado. no Teatro Virgínia. Foto: DR

O espetáculo ‘Tocas’, um concerto performance sem palavras que fala da nossa necessidade de uma casa e de afeto, sobe ao palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas, no sábado, dia 8 de fevereiro, às 11h00. Destina-se a crianças a partir dos três anos e a lotação é limitada a 50 lugares. Os bilhetes têm o custo de 3 euros.

«Partimos do som e estamos também a falar daquilo que queremos para as nossas vidas: muitos toques dentro da toca. (…) Escuta: eu toco, tu tocas, nós tocamos. Mas tem de haver tocas para todos, uma toca para cada um existir nela. Não ter medo, cantar, dormir, comer, amar. Onde está a minha tocaaaaaaaa?»

“Dois músicos-performers estão no meio do público, abolindo o dentro-fora, o palco-plateia. Toda a gente a partilhar a mesma toca, protegendo-se e cuidando uns dos outros. Lá fora pode chover ou fazer frio, mas aqui estamos quentinhos e a fazer por estar bem. Temos direito, não é?”, lê-se na sinopse do espetáculo.

Fundada em 2009 pela encenadora-autora Caroline Bergeron e pelo músico-cineasta António-Pedro, a Caótica cria espetáculos, oficinas, filmes e outras experiências artísticas para público jovem, famílias e adultos, onde cruza teatro, música, cinema e marionetas e artes visuais.

Criadores de um universo tão reconhecível quanto imprevisível – onde entrelaçam humor, poesia, ficção e realidade – os artistas partem muitas vezes das suas vidas para a vida dos espetadores, criando objetos artísticos que são veículos para uma verdadeira partilha.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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