Casa-Memória de Camões em Constância. Créditos: Ricardo Escada

A “poesia de vanguarda” dá o mote para uma nova tertúlia poética, atividade que regressa este sábado, 16 de novembro, às 16h00, ao auditório da Casa Memória de Camões, no centro histórico de Constância. As entradas são livres e a organização é da Associação Casa Memória.

Nos finais do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, corolário de todo um complexo de mudanças revolucionárias, abriram-se novos caminhos, quer para a ciência e para a técnica – os transportes e comunicações, a eletricidade, os progressos na medicina – quer para as letras e para as artes.

Mais do que pontos de chegada, as manifestações culturais deste período procuravam com afinco novas projeções para o futuro. O futurismo não foi uma moda passageira, foi uma filosofia de vida que sobressaltou a vida dos cidadãos, sobretudo nos países da Europa Ocidental.

Dessa inquietação surgiram movimentos literários e artísticos que buscavam formas novas de agilizar e projetar o futuro. A poesia de finais do século XIX e inícios do século XX assume-se de todo numa perspetiva vanguardista. Deixar o passado sossegado e procurar criações novas que se ajustem aos tempos que também são novos. No limite, romper mesmo com o passado e renegá-lo.

Os movimentos de vanguarda são mais uma atitude em relação às artes e às letras do que propriamente uma inovação estética. O fim? Romper com tudo o que está estabelecido com criações diferenciadas e inovadoras.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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