A “poesia de vanguarda” dá o mote para uma nova tertúlia poética, atividade que regressa este sábado, 16 de novembro, às 16h00, ao auditório da Casa Memória de Camões, no centro histórico de Constância. As entradas são livres e a organização é da Associação Casa Memória.
Nos finais do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, corolário de todo um complexo de mudanças revolucionárias, abriram-se novos caminhos, quer para a ciência e para a técnica – os transportes e comunicações, a eletricidade, os progressos na medicina – quer para as letras e para as artes.
Mais do que pontos de chegada, as manifestações culturais deste período procuravam com afinco novas projeções para o futuro. O futurismo não foi uma moda passageira, foi uma filosofia de vida que sobressaltou a vida dos cidadãos, sobretudo nos países da Europa Ocidental.
Dessa inquietação surgiram movimentos literários e artísticos que buscavam formas novas de agilizar e projetar o futuro. A poesia de finais do século XIX e inícios do século XX assume-se de todo numa perspetiva vanguardista. Deixar o passado sossegado e procurar criações novas que se ajustem aos tempos que também são novos. No limite, romper mesmo com o passado e renegá-lo.
Os movimentos de vanguarda são mais uma atitude em relação às artes e às letras do que propriamente uma inovação estética. O fim? Romper com tudo o que está estabelecido com criações diferenciadas e inovadoras.

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