Foto: Geral, Pixabay

Nos dias que correm é muito complicado ter opinião. Em primeiro lugar porque os especialistas do “conhecimento enciclopédico” reproduzem-se a velocidades cada vez mais vertiginosas. Em segundo lugar porque quando se opina de forma genérica corre-se o risco de melindrar quem se sente atingido por interpretações erradas sem direito a contraditório. E em terceiro lugar porque pode haver quem faça confusão e transforme um contributo altruísta numa postura de arrogância.

Bem sei que em relação ao “primeiro lugar”, modestamente também tenho um pequeno papel neste processo mas como já tive oportunidade de o referir por diversas vezes, em momento algum tive a pretensão de ser detentor da verdade em relação a qualquer partilha de opinião.

Em relação ao “segundo lugar”, nunca utilizei este espaço com o objetivo de enviar recados. Utilizo-o na certeza que me exponho ao expor as minhas opiniões.

Por último, em relação ao “terceiro lugar”, esclareço utilizando créditos do passado que a partilha de opinião nunca teve o fim de encerrar o assunto mas antes o princípio de dar o mote à discussão.

As redes sociais têm vindo a exponenciar uma realidade que estava circunscrita aos principais suportes da comunicação social e hoje acabam por ombrear com a televisão, a rádio e os jornais conseguindo mesmo ter um destaque maior quando se transformam em fenómenos virais.

É preciso ter a humildade para perceber que ter opinião não é sinónimo de ter razão. Também é preciso ter a lucidez que uma opinião não passa disso mesmo, uma opinião.

Pode parecer estranho haver necessidade de fazer referência a esta realidade mas, do emissor ao recetor, ainda há quem confunda opinião com factos. E mesmo que se utilize o argumento de que há opinião baseada em factos, ela não deixa de ser influenciada pelos gostos e pelas convicções de quem a forma.

Como em tantos outros assuntos, equilíbrio e bom senso são parte da chave quando partilhamos a nossa opinião, sem esquecer de deixar margem a outras perspetivas, porque nunca é demais lembrar que opinião convida à discussão.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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