Pedro Saraiva (à esq.), diretor do Tagusvalley, na Feira Nacional de Agricultura de Santarém, onde foram apresentados alguns dos produtos que estão a ser desenvolvidos em parceria com Marrocos. Foto: mediotejo.net

O Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes, está a desenvolver novas barras energéticas e bebidas eletrolíticas à base de frutos vermelhos, no âmbito de uma parceria estabelecida com o Ministério da Agricultura marroquino. O projeto surgiu na sequência do interesse de Marrocos, um dos maiores produtores mundiais de frutos vermelhos, que procuravam soluções para aproveitar produtos que, apesar de manterem qualidade nutricional, não reúnem condições para serem comercializados no mercado de frescos.

Segundo Pedro Saraiva, diretor do Tagusvalley, o trabalho desenvolvido aposta em produtos alimentares direcionados para a atividade física, pensando também nas oportunidades que se abrem com a organização conjunta do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030 por Portugal, Espanha e Marrocos.

“Temos vindo a desenvolver produtos para o nicho da atividade desportiva. Marrocos é um dos maiores produtores mundiais de frutos vermelhos e tem, como sucede com muitos produtos frescos, problemas com perda de produto que não tem condições de ser comercializado. Pediram-nos para desenvolver soluções para valorizar e acrescentar valor aos produtos deles”, explicou ao mediotejo.net.

ÁUDIO | PEDRO SARAIVA, DIRETOR DO TAGUSVALLEY

“Desenvolvemos dois produtos que foram bastante apreciados e bem recebidos pelo Ministério da Agricultura marroquino, na área das barras energéticas e das bebidas eletrolíticas, para antes ou durante a atividade desportiva”, acrescentou Pedro Saraiva.

Este projeto conta ainda com a colaboração da Universidade do Desporto de Budapeste, na Hungria, responsável pelo apoio científico na definição da composição nutricional dos produtos, garantindo padrões de qualidade adequados ao mercado desportivo.

Delegação do governo de Marrocos em visita ao Tagusvalley, em Abrantes. Foto: CMA

No Salão Internacional da Agricultura de Marrocos, realizado em abril, na cidade de Meknes, foi assinado um protocolo de cooperação entre o Tagusvalley e o Ministério da Agricultura marroquino para aprofundar o desenvolvimento destes produtos.

A parceria tem vindo a consolidar-se através de várias iniciativas. Em abril, uma delegação composta por oito representantes de entidades marroquinas ligadas à agricultura e à investigação visitou o Tagusvalley, em Abrantes. Mais tarde, em junho, os mesmos parceiros marcaram presença na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém.

O Tagusvalley criou as “Kasbah Bites”, bolas energéticas vegan que aproveitam os excedentes da produção de frutos vermelhos em Marrocos. Foto: mediotejo.net

Embora os produtos ainda não estejam disponíveis para comercialização, têm sido apresentados em feiras e recebido muitos elogios de quem os prova. No caso das bebidas eletrolíticas, foram desenvolvidas formulações em pó, distribuídas em saquetas, de forma a garantir um prazo de validade alargado. Para consumir, basta juntar água.

No setor das barras energéticas, foram criadas bolas de frutos vermelhos aos quais foi retirada toda a água (num processo semelhante à liofilização), misturados com outros ingredientes, como tâmara, figo, amêndoa, gengibre e canela, criando versões com sabores ricos, diferenciados e bastante exóticos.

Pedro Saraiva afirma que os trabalhos decorrem no sentido de colocar estes produtos em breve no mercado, privilegiando-se nesta fase a criação de valor em Marrocos. “Para já, é para isso que estamos a trabalhar: ter um parceiro marroquino que faça a produção, a Tagusvalley dá o apoio científico e fica com os direitos do trabalho que tem vindo a desenvolver.”

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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