Cultura e comunidade juntam-se para revitalizar as Bonecas de Constância. Foto arquivo: TAGUS

Com o objetivo de destacar a importância histórica e cultural das plantas nos ofícios tradicionais da região, a Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior organiza na terça-feira, dia 19 de março, uma conferência que irá decorrer entre as 9h00 e as 17h00, no Cineteatro de Constância, e que reunirá especialistas de diversas áreas, como as artes, formação, turismo, incutindo o mote da conversa para as múltiplas facetas desta relação simbiótica.

A programação abrangente da conferência incluirá palestras que destacará temas como, as artes e ofícios enquanto produtos turísticos, das plantas às coisas, certificação de produtos tradicionais, artes e ofícios enquanto produtos turísticos, artes e ofícios promovidos pelos GAL, a importância das artes e ofícios tradicionais no turismo do Médio Tejo, o bordado de Castelo Branco e as artes e ofícios tradicionais de Constância, temáticas onde se pretende realçar a influência na expressão artística ao longo dos séculos. Ainda decorrerá uma visita ao Museu dos Rios e das Artes Marítimas e uma demonstração ao vivo do artesanato tradicional moderno.

Este evento gratuito, aberto ao público em geral, “oferece uma oportunidade aos participantes de emergirem nas seculares tradições culturais e no vasto património natural” da região, indica a Tagus, em nota de imprensa.

A conferência, refere a mesma nota, “promete ser um marco na exploração e celebração da interconexão entre as plantas e as tradições artesanais, reforçando o compromisso da comunidade local com a preservação e valorização do seu património cultural e natural”.

As inscrições para a conferência estão abertas e podem ser feitas através do website da TAGUS ou na página de Facebook do projeto AO.RI Artes e Ofícios do Ribatejo Interior.

Artes e ofícios do Ribatejo Interior na FIL: Foto. TAGUS

AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior

Este projeto pretende focar-se na valorização das artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior, que representam as vivências, os saberes-fazer ancestrais e a identidade e cultura deste território, desta forma são dinamizado um conjunto de iniciativas que contribuam para a sua preservação, mas também, para a sua diferenciação e adaptação às necessidades atuais, conseguindo assim um complemento para a oferta dos produtos turísticos do Médio Tejo.

Com o enriquecimento da oferta turística existente pretende-se consequentemente contribuir para a atração de novos públicos, para o aumento de visitantes e da estadia média de turistas e para a afirmação e maior competitividade deste destino em termos turísticos. Acredita-se também que, através deste projeto, se irá sensibilizar os artesãos para o trabalho conjunto e para a intersecção das diferentes artes, possibilitando o surgimento de novas áreas de expressão e de criação cultural e artística.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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