GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE” 1 – SPORT ABRANTES E BENFICA 1
Taça do Ribatejo – 1/2 Final – 2ª Mão
Estádio Municipal Prof. José Peseiro – Coruche – 24-03-2019

Os dois treinadores já tinham previsto um jogo difícil que poderia ser resolvido nos detalhes e, realmente, toda a eliminatória foi abundante em situações que acabaram por fazer a diferença. “O Coruchense” segue para a Final da Taça do Ribatejo, que vai realizar-se no dia 12 de maio, no Entroncamento, fruto de dois golos obtidos através de grande penalidade, um em cada mão. Os homens do Sport Abrantes e Benfica ainda assustaram (e sonharam) em Coruche, mas não foi suficiente.

A forte e determinada entrada em jogo da equipa de Abrantes, surpreendeu a formação de Coruche que, em grande parte do primeiro tempo, nunca conseguiu anular as constantes investidas dos de Abrantes. O primeiro quarto de hora da partida é exemplo disso, com a marcação de dois golos e algumas outras boas ocasiões para que o marcador pudesse ser alterado, com maior evidência para o conjunto encarnado.

Fruto da melhor entrada dos abrantinos, Marcos Patrício inaugura o marcador ainda antes de o cronómetro assinalar o minuto seis, numa boa jogada de entendimento conjunto, empatando assim a eliminatória, e criando ainda maior suspense quanto ao desfecho desta meia-final. E essa não foi a primeira oportunidade pois, segundos antes, os encarnados ficaram a reclamar grande penalidade após o esférico ter resvalado nas mãos de dois adversários mas com a equipa de arbitragem a nada assinalar.

Estava feito o mais difícil para o conjunto de Abrantes, mas três minutos depois, o capitão Tony, na tentativa de aliviar de “carrinho” um lance de perigo na sua área, toca com a sua mão na bola e, desta feita, Diogo Pereira não teve dúvidas e foi peremptório a assinalar a marca dos onze metros. Chamado à conversão do castigo máximo, David Silva empata a partida ainda antes de estarem decorridos dez minutos de jogo.

Apesar de ter conseguido alcançar o empate logo de pronto, “O Coruchense” revelava algumas dificuldades em estancar o maior caudal ofensivo do Abrantes e Benfica que, instalando-se no meio-campo adversário, ia causando alguns “calafrios” ao onze de Coruche. Apenas em bolas bombeadas para a defesa abrantina é que os locais iam criando alguns lances de maior grau de dificuldade, sempre bem resolvidos pela defesa abrantina ou pelo seu guardião.

Um desses casos ocorreu ao minuto 23, com David Silva e responder de cabeça a um cruzamento longo, mas a atirar ao lado da baliza à guarda de Joel. Respondeu novamente o SAB aos 27 minutos, novamente por Marcos Patrício a atirar, mas a acertar em cheio na base do poste de Gonçalo Guerra.
O Abrantes e Benfica dominada o jogo e sentia-se tranquilo, olhando o adversário nos olhos (líder do Campeonato Distrital da Primeira Divisão) e assim ficou até ao descanso não, sem antes, um lance de alguma virilidade ter deixado algumas dúvidas quanto ao critério disciplinar adoptado pelo árbitro Diogo Pereira e seus pares (a esse lance se reporta Paulo “Seninho” à reportagem do mediotejo).

Resultado ao intervalo demasiado “simpático” para os pupilos do técnico Gonçalo Silva, pois foi, sem dúvida, do Abrantes e Benfica o melhor futebol e as melhores ocasiões para poder levar de vantagem nos primeiros 45 minutos. Contudo o intervalo fez bem ao “O Coruchense” que entrou mais tranquila no segundo tempo. Rectificando algumas posições, subindo as suas linhas e anulando os jogadores “chave” dos benfiquistas que iam perdendo algum do fulgor apresentado na primeira metade da contenda.

Mas, mesmo assim, o domínio territorial de “O Coruchense” não se traduziu em grandes oportunidades de golo, coisa que o Abrantes e Benfica também não conseguia fazer. Os guarda-redes de ambos os conjuntos pouco trabalho tiveram no segunda metade e o tempo foi-se arrastando com os locais apenas a controlarem os adversários, o que não tinham conseguido fazer até então.
De maior relevância apenas um lance onde Joel teve que se aplicar um pouco mais e outro – já a finalizar a partida – com Hélio Ocante a chegar um pouco tarde para a emenda a um cruzamento, permitindo que Gonçalo Guerra segurasse a bola, guardando o empate e a passagem de “O Coruchense” à Final da Taça do Ribatejo, edição 2018/2019.

O trio de arbitragem esteve em evidência ao longo de toda a partida, sendo contestado por ambos os conjuntos e pela numerosa assistência que marcou presença no Estádio Municipal Prof. José Peseiro. Alguns lances mais viris em que o critério disciplinar não foi coerente com prejuízo maior para o Sport Abrantes e Benfica que viu Duarte Basílio ser expulso aos 87 minutos por acumulação de cartões amarelos e Hélio Ocante (já após o apito final) porventura por diálogo mais aceso.

FICHA DO JOGO:
GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE”:
Gonçalo Guerra, Rodrigo, Cajarana, Mike, Semiano (cap.), Serge, Joel, David Silva, Luís Carlos, Miguel Seninho e Kevin.
Suplentes: Carrapato, Lourenço Botelho, Heta, Capeto, Costa, Sadjo e Benavente.
Treinador: Gonçalo Silva.

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel Dias, Miguel Catarino, Tony (cap.), Diogo Mateus, Duarte Basílio, Bernardo Bexiga, Diogo Barrocas, José Pedro, Diogo Rocha, Marcos Patrício e Rafa.
Suplentes: Diogo Pascoal, Hélio Ocante, Miguel Victor, Rafael Serrano, Luís Silva, Wilson Leite e Rodrigo.
Treinador: Paulo Fernando “Séninho”.

GOLOS: David Silva (gp) (“O Coruchense”); Marcos Patrício (SAB).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Diogo Pereira, Samuel Dionísio e Bernardo Fonseca.
Como habitualmente, no final do jogo ouvimos os dois técnicos que, mesmo com futuros diferentes na competição, se mostraram orgulhosos dos seus pupilos e evidenciaram a qualidade destas duas equipas:




