Execução de 83% e saldo positivo marcam contas de Tomar em 2025. Foto arquivo: Arlindo Homem

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) rejeitou hoje a acusação do presidente da Câmara de Tomar, segundo a qual “motivações políticas” estariam na base da contestação sindical à avaliação de desempenho dos trabalhadores do município.

“À noticia (…) sobre a contestação remetida pelo STAL à autarquia de Tomar [sobre a avaliação de desempenho dos trabalhadores] veio o Sr. Presidente contraditar, por um lado, que a contestação não faz sentido na medida em que o município trabalha ‘para todos e não apenas para alguns’, procurando ‘adotar medidas justas e rigorosas para a avaliação de todos …, sempre dentro dos parâmetros legais’ e, por outro lado, apontar ao STAL, ‘motivações políticas’, sublinhando tratar-se de um ano de eleições autárquicas”, afirmou hoje a direção Regional de Santarém do STAL, em nota enviado à Lusa.

No documento, assinado pela coordenadora regional, Elsa Lopes, o STAL “lamenta e repudia acusações desprovidas de qualquer fundamento, bem assim, a ausência de iniciativa para um diálogo que se desejaria respeitador, profícuo e sanador de qualquer desiderato, sublinhando, por fim, a total ausência de surpresa face a atitudes que, desde a sua posse, o atual presidente tem tomado, atentando contra os mais elementares direitos dos trabalhadores do município de Tomar”.

O STAL contestou em fevereiro um despacho da Câmara de Tomar relativo à avaliação de desempenho dos trabalhadores, críticas que o autarca rejeitou na ocasião, tendo afirmado trabalhar “para todos e não apenas para alguns”.

Em comunicado, o STAL considerou o despacho [emitido pelo município em 05 de fevereiro sobre a avaliação de desempenho] “ilegal, reprovável e profundamente injusto” para com os cerca de 600 trabalhadores do município de Tomar, tendo salientado que, no documento, “são imputadas responsabilidades aos trabalhadores pelo não cumprimento, por parte daquela autarquia, do processo avaliativo SIADAP”, o Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública.

Contactado na ocasião pela Lusa, o presidente da Câmara de Tomar rejeitou as críticas do STAL.

“No município de Tomar trabalhamos sempre para todos e não apenas para alguns. O mesmo se passa em relação aos trabalhadores para quem, ao longo dos últimos anos, temos tido uma postura de proximidade e apoio, reconhecendo-os por várias formas, como o mais importante recurso desta entidade que serve a comunidade e da qual também fazem parte”, declarou Hugo Cristóvão (PS).

Hugo Cristóvão disse ainda “bem saber” que este é “um ano especial e que tudo será tentado para criar factos políticos, como parece ser o caso, uma vez que não se vislumbra aqui a existência de qualquer matéria que justifique o alarido que se tenta criar”, tendo reiterado que trabalhar “para todos os 630 funcionários e não apenas para meia dúzia, mesmo que nessa meia dúzia possa estar algum dirigente do STAL”.

“A nossa atenção é para com todos os 630 [de trabalhadores], não apenas com meia dúzia, em todos os aspetos da gestão, onde se inclui a questão da avaliação. Também aqui, sempre nos termos da Lei, se procura o mais possível ter rigor e justiça para com todos. Apenas isso”, vincou o autarca.

O STAL lembrou hoje que, “após conhecimento do teor do Despacho em apreço e do facto de haver trabalhadores que há anos não tem avaliação de desempenho, (…) remeteu àquele município contestação sobre o seu teor, fundamentando, juridicamente, a sua posição”.

Na contestação, que reitera, “evidencia-se (…) a desconformidade legal, quer em matéria de processos avaliativos dos trabalhadores, quer agora, do despacho exarado pelo seu edil que, à falta de melhor ou atendível fundamentação, opta pela vulgaridade do “fait-divers” da “motivação política”., conclui o STAL, na informação hoje enviada à Lusa.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *