A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT) deu conta de uma convocatória para a realização de uma reunião extraordinária da Assembleia Geral na sexta-feira, dia 12 de abril, pelas 20h00, tendo como ponto único na ordem de trabalhos a “Destituição da Mesa da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos”, presidida por Arnaldo Santos.
Se à hora marcada não estiverem presentes a maioria dos sócios, a Assembleia reunirá uma hora depois com qualquer número de sócios. (Art. 6º do Art. 27º dos Estatutos). Os sócios devem fazer-se acompanhar de documento de identificação e das quotas pagas.
Depois de um período conturbado no seio da associação humanitária, que levou à demissão da direção e à realização de eleições antecipadas, o empresário Gonçalo Pereira assumiu a presidência da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT), ao vencer com 76% dos votos, tendo afirmado querer “pacificar” a corporação para esta se focar na prestação do socorro. As eleições foram direcionadas apenas para a direção da AHBVT, mantendo a Assembleia Geral e o Conselho Fiscal o exercício de funções. Mas vai haver um novo capítulo, tendo em conta que um grupo de sócios, alheio à atual direção, decidiu apresentar um pedido de convocatória de uma Assembleia Geral extraordinária.
“Quero, desde já, pacificar e devolver a paz e a tranquilidade à associação para que esta possa cumprir a sua missão no âmbito do socorro e apoio de emergência à população e, se possível, com o comandante José Carlos”, disse no dia da eleição, a 16 de março, o empresário de Torres Novas que, aos 43 anos, assumiu a continuidade de um mandato válido até 2025 e que a anterior direção suspendeu em fevereiro, ao ter apresentado a demissão em bloco, precipitando eleições antecipadas.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral, Arnaldo Santos, deu conta de 538 sócios votantes, num universo de cerca de sete mil associados, com a lista A, liderada por Gonçalo Pereira, a obter 407 votos (76%) e a lista B, liderada pelo presidente demissionário, Nuno Cruz, a registar 126 votos, havendo ainda um voto nulo e quatro em branco.


