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“Pela sua Saúde” é uma rubrica onde médicos de diferentes especialidades partilham informação com os nossos leitores, visando contribuir para a prevenção de doenças e a promoção da saúde.

O cancro de mama é uma verdadeira epidemia, afetando cerca de 1 em cada 8 mulheres. A principal arma para combater esta doença é o seu diagnóstico precoce. Para tal, é fundamental que todas as mulheres sejam motivadas para a realização do auto-exame da mama, reconhecendo os sinais e alerta, consultando periodicamente o seu Médico (Médico de Família, Ginecologista, Senólogo) e realizando exames de rastreio, como a mamografia e ecografia mamária.

As recomendações de Sociedades Científicas para o calendário do rastreio são diversas e muito diferentes. Em mulheres sem fatores de risco, deixo o meu conselho: o primeiro exame mamográfico/ecográfico deverá ocorrer entre os 35-40 anos. Após os 40 anos deverá ser anual.

Atualmente, em algumas Unidades de saúde, a mamografia já inclui a realização de tomossíntese, que é uma técnica que permite uma análise tridimensional da mama capaz de detetar a doença em estádios ainda mais iniciais.

Importa sempre ter presentes os sinais / sintomas de alerta, que devem motivar a ida rápida ao médico:

  • Qualquer alteração na mama ou no mamilo, quer no aspecto quer na palpação;
  • Qualquer nódulo ou espessamento na mama, perto da mama ou na zona da axila;
  • Sensibilidade no mamilo;
  • Alteração do tamanho ou forma da mama;
  • Retração do mamilo (mamilo virado para dentro da mama);
  • Pele da mama, aréola ou mamilo com aspecto escamoso, vermelho ou inchado; pode apresentar saliências ou reentrâncias, de modo a parecer “casca de laranja”;
  • Secreção ou perda de líquido pelo mamilo.

Ginecologista-obstetra, Coordenador da Unidade da Mama do Hospital CUF Santarém

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