Ruínas da Villa Cardílio. Foto arquivo: mediotejo.net

O Núcleo de Arqueologia – Cerca da Vila, em Torres Novas, assinala o seu segundo aniversário com mais uma sessão do ciclo “Falar à Cerca”, dedicada ao tema «Onde eles viveram felizes: novos dados sobre Villa Cardílio». A iniciativa realiza-se no dia 8 de julho, quarta-feira, pelas 17h00, e tem entrada livre.

A sessão será conduzida por Victor Filipe, técnico do Município de Torres Novas e investigador da UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, que dará a conhecer os mais recentes resultados do projeto de investigação arqueológica em curso na Villa Cardílio.

O projeto teve início em 2021, na sequência de um protocolo de colaboração entre o Município de Torres Novas e a UNIARQ, com o objetivo de aprofundar o conhecimento científico sobre aquele que é um dos mais importantes testemunhos da ocupação romana no Médio Tejo.

Desde então, têm sido realizadas campanhas anuais de escavação arqueológica, cujos resultados têm revelado novas informações sobre a história, organização e evolução da villa romana.

Além da divulgação dos avanços científicos, a sessão pretende aproximar a investigação da comunidade, incentivando a participação dos cidadãos e a reflexão sobre a importância da preservação e valorização do património arqueológico. Classificada como Monumento Nacional, a Villa Cardílio continua a revelar novos elementos que contribuem para um melhor conhecimento da presença romana na região.

A iniciativa inclui ainda a apresentação do guia da exposição permanente do Núcleo de Arqueologia – Cerca da Vila, uma nova publicação que reúne os principais conteúdos expositivos e reforça a missão de divulgação do património arqueológico do concelho.

Foto arquivo: mediotejo.net

Descoberta no início do século XX e alvo de diversas campanhas arqueológicas ao longo das últimas décadas, a Villa Cardílio é um dos mais emblemáticos sítios arqueológicos portugueses da época romana, destacando-se pelos seus mosaicos, estruturas habitacionais e pela inscrição que deu origem ao nome pelo qual é atualmente conhecida.

O sítio está classificado como Monumento Nacional desde 1910 e constitui uma das principais referências patrimoniais do concelho de Torres Novas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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