“Ser Smart é colocar os Biorresíduos no Contentor Castanho. Mudar é Preciso. Dê o exemplo” é o mote da campanha de Recolha Seletiva dos Biorresíduos que os Serviços Municipalizados de Abrantes apresentaram na sexta-feira, dia 27 de janeiro, nas suas instalações.
Durante a iniciativa foi dado a conhecer o novo contentor castanho de biorresíduos que vai passar a integrar o sistema municipal de recolha de resíduos urbanos. Nesta fase inicial, este será ainda um projeto piloto a implementar na União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Freguesia de Pego e Freguesia de Tramagal. São cerca de 700 os novos contentores castanhos para a recolha dos biorresíduos que vão ser colocados, sempre que possível, junto dos já conhecidos contentores verdes.
Uma das novidades deste projeto piloto são os baldes castanhos domésticos, com capacidade para 7 litros, que serão distribuídos gratuitamente pelas habitações das freguesias que integram o projeto nesta fase inicial (Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Freguesia de Pego e Freguesia de Tramagal). O conteúdo do balde pequeno, depois de cheio, deve ser colocado no contentor castanho mais próximo de cada residência.

A distribuição porta-a-porta dos baldes castanhos de 7 litros, vai ser realizada pelos SMA, a partir do dia 30 de janeiro, na Freguesia do Pego. Segue-se a Freguesia de Tramagal, e por fim a Freguesia de Abrantes e Alferrarede já durante o mês de abril.
A escolha destas três freguesias para o início deste projeto está relacionada com o estudo prévio para a implementação da recolha seletiva em Portugal Continental, incidindo em especial no fluxo dos Biorresíduos, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente e que suporta o mapeamento dos locais com potencial técnico e económico de implementação desse tipo de recolha.

Os Biorresíduos, de acordo com a definição dada pelo Decreto-Lei n.º 102-D/2020, de 10 de dezembro, são todos “os resíduos biodegradáveis de jardins e parques, os resíduos alimentares e de cozinha das habitações, dos escritórios, dos restaurantes, dos grossistas, das cantinas, das unidades de catering e retalho e os resíduos similares das unidades de transformação de alimentos”.
O que deverá colocar no contentor castanho:
No contentor castanho deverá colocar restos de pão e bolos; aparas de carne e de peixe; guardanapos e toalhas de papel usadas; cascas de fruta, legumes e ovos; borras de café e saquetas de chá; restos de comida (crus ou cozinhados); produtos alimentares fora do prazo de validade.
O que não deverá colocar no contentor castanho:
Por outro lado, não deve colocar neste contentor resíduos como ossos; caroços; óleo de cozinha; cascas de marisco e bivalves; beatas de cigarros; dejetos de animais; produtos líquidos e semilíquidos (leite e derivados, sopa, mel, compotas); embalagens de plástico, metal, vidro, papel ou cartão, têxteis, lâmpadas, louças e outros resíduos não biodegradáveis; fraldas.
Durante a sessão de apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, explicou que “se a separação dos restos de comida não for feita, estes vão diretamente para o aterro sanitário. Sem separação não há valorização e consequente recuperação do valor destes resíduos, tornando o sistema de tratamento mais dispendioso”.
“Por outro lado”, acrescentou, “não será possível alcançar as metas para a reciclagem do país, acordadas com a União Europeia. Quase metade dos resíduos que produzimos correspondem a restos alimentares com nutrientes e energia que podem e devem ser aproveitados, com a sua ajuda!”, referiu o autarca.
“Se a separação dos restos de comida não for feita, estes vão diretamente para o aterro sanitário. Sem separação não há valorização e consequente recuperação do valor destes resíduos, tornando o sistema de tratamento mais dispendioso”
“Mudar é preciso. Dê o exemplo” continua a ser o apelo dos SMA que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a sensibilizar para a correta utilização dos caixotes do lixo. Com a chegada do contentor castanho a separação dos biorresíduos passa agora a ser possível.
Esta ação, em conjunto com as mais diversas campanhas de separação do lixo e respetiva reciclagem, procuram ajudar a tornar o tratamento mais económico tanto para o consumidor como para os SMA, explicou o presidente da autarquia abrantina.
A campanha está a ser desenvolvida pelos Serviços Municipalizados de Abrantes com o apoio do POSEUR e do Fundo Ambiental, num investimento total de cerca de 550 mil euros. Numa fase inicial a campanha vai abranger 3 freguesias, o que implica a colocação de 3 trabalhadores a trabalhar diariamente nesta recolha.
Para a realização da recolha dos biorresíduos, os SMA contam com uma nova viatura que procederá à recolha e à limpeza dos contentores, uma vez que está equipada com um sistema de lavagem integrado. Pelas 3 freguesias serão distribuídos 700 contentores castanhos e 14 mil baldes domésticos, com a capacidade de 7 litros, de forma gratuita.
Pelos restaurantes, refeitórios e IPSS serão ainda distribuídos 100 baldes de 120 litros, totalizando 550 mil euros de investimento na campanha de recolha seletiva de biorresíduos que os SMA apresentaram na sexta-feira nas suas instalações.










Parece-me uma excelente iniciativa!
Seria no entanto interessante conhecer qual o destino dos biorresíduos recolhidos e em que medida é que esta processo de valorização poderá alterar a taxa de resíduos sólidos na factura da água.