O serviço de urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT), localizado na unidade de Abrantes, vai estar “condicionado” entre as 21:00 de quarta-feira, dia 13 de julho, e as 09:00 de quinta-feira, dia 14. Esta é a terceira vez que o CHMT aciona o plano de contingência no espaço de duas semanas por falta de médicos para preencher as escalas de serviço.
Em declarações ao mediotejo.net, fonte da administração do CHMT, que abarca as unidades hospitalar de Abrantes, Tomar e Torres Novas, disse que, a exemplo do sucedido nas duas primeiras vezes, “durante este período de contingência”, o Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia, cuja maternidade está situada em Abrantes, “não receberá doentes urgentes”, tendo sido solicitado ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) o desvio de utentes grávidas da região do Médio Tejo para outras instituições do Serviço de Nacional de Saúde (SNS).
Durante estas 12 horas, entre as 21:00 de quarta-feira e as 09:00 de quinta-feira, o serviço “será assegurado por uma equipa de profissionais de saúde, constituída por um médico obstetra, três enfermeiros especialistas, entre outros elementos (como assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica), contando também com o apoio da Cirurgia Geral e da Anestesiologia, que prestarão cuidados de saúde circunscritos a situações de risco de vida iminente”.
No âmbito desta contingência, refere o CHMT, “as grávidas e utentes com patologia ginecológica emergente que, apesar desta comunicação, se desloquem ao CHMT, serão avaliadas pelo profissional médico escalado e, se a sua condição de saúde o exigir, serão transferidas preferencialmente para o Hospital Distrital de Santarém [a cerca de 70 quilómetros de distância] num transporte assegurado pelo CHMT, com o acompanhamento de um enfermeiro especialista da instituição”.
Mais acrescenta que “as situações de emergência inadiável – que incluem, por exemplo, a realização de uma cesariana de emergência, ou outra condição de risco de vida iminente, como um parto prematuro, ou uma hemorragia pós-parto – serão asseguradas pela equipa de profissionais do CHMT que se encontra de serviço durante as 24 horas” do período de contingência.
Esta articulação, pode ler-se, “foi previamente coordenada entre diversos Hospitais da região e faz parte da gestão cabal das urgências hospitalares no período de contingência atualmente vivido nesta área da Ginecologia-Obstetrícia”, tendo o plano de contingência do CHMT sido estabelecido na primeira quinzena de junho, com o objetivo de “garantir a segurança das utentes grávidas.
O plano de contingência prevê um “funcionamento solidário em rede entre os Hospitais do CHMT, Hospital Distrital de Santarém, Centro Hospitalar do Oeste e Hospital de Vila Franca de Xira”, todos situados da região de Lisboa e Vale do Tejo.
A dificuldade de garantir as escalas também se tem verificado noutros pontos do país, obrigando ao encerramento de urgências de especialidades e blocos de partos de vários hospitais e à deslocação de utentes para unidades mais distantes da sua área de residência.
