A vereadora Cristina Nunes (PS), aproveitou a última reunião do executivo da Sertã antes das eleições autárquicas para fazer um balanço da sua participação no mandato que está a terminar tendo criticado a atuação da maioria PSD em algumas matérias.
A eleita começou com uma palavra dirigida ao presidente da Câmara “neste momento de fim de ciclo de 12 anos”. “Apesar das perspetivas e visões políticas serem díspares, o respeito e a consideração pessoal estiveram sempre presentes”, realçou.
Em termos políticos, a eleita do PS já apontou algumas críticas: “não concluo o presente mandato satisfeita nem com a sensação de total dever cumprido”, afirmou, dando de seguida alguns exemplos de decisões mal tomadas e processos mal conduzidos.
Na sua opinião “o futuro e os desígnios de um concelho com tanto potencial não se podem cingir à atribuição de subsídios, protocolos e aquisição de terrenos”, defendendo “verdadeiras propostas que dignificassem a Sertã e que conferissem mais qualidade de vida aos sertaginenses”.
Quando ao PDM – Plano Diretor Municipal, Cristina Nunes lamenta que não se tenha concluído a revisão daquele documento que “não trata somente a componente urbanística. Não pode ser travado só a pensar na especulação imobiliária. Define e protege os espaços ambientais, florestais, culturais e o património edificado”.
Outra crítica tem a ver com a adesão da Sertã à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, território com o qual o concelho, na sua opinião, não se identifica e onde tem “o limite equidistante de tudo”.
Proteção civil e saúde foram outros aspetos focados na sua intervenção de fundo.
Em resposta, o presidente da Câmara considerou haver “exageros” na intervenção da vereadora socialista. “A social democracia pensa de maneira diferente do socialismo”, notou José Farinha Nunes.
