O Turismo esteve em destaque na tertúlia da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) que se realizou nos claustros do Convento de Santo António, na Sertã. Tratou-se da oitava edição das “Tertúlias”, uma iniciativa da AHRESP dirigida a empresários na área da hotelaria, restauração e turismo.
Cláudia André, Vereadora do Turismo da Câmara Municipal da Sertã, deu as boas-vindas a todos, congratulando-se por terem escolhido a vila da Sertã para a realização deste evento. A autarca focou a necessidade de se combater o estigma do interior ao mesmo tempo que enumerou as ofertas turísticas do interior como sendo “as melhores do país” graças a quatro factores: autenticidade, qualidade ambiental e a qualidade de vida.

Citada numa nota de imprensa da autarquia – e quando questionada acerca da recentemente criada “Rota da EN2” – a vereadora referiu que se trata de “uma boa razão para as pessoas se porem ao caminho e descobrirem o interior”.
Joaquim Ribeiro, Vice-presidente da AHRESP, referiu que a realidade não é linear no que toca ao Turismo e Hotelaria. De acordo com este responsável o Turismo tem crescido nos anos anteriores graças ao conjunto de medidas que se têm implementado no país. “Os Municípios são elementos agregadores mas o que faz a diferença é a união e associação de empresários, formando uma estrutura mais forte”, disse, cita a mesma nossa de imprensa. Para Joaquim Ribeiro a capacidade do Turismo se organizar e associar é fundamental, seja através de associações ou, por exemplo, estabelecendo-se parcerias que possibilitem recorrer a fundos e comparticipações de despesas de participação em feiras”-
Carlos Marçal, empresário de hotelaria e restauração no concelho da Sertã, referiu que “a maioria dos turistas não conhecem a Sertã e que chegam ali pelo hotel, fruto do trabalho desenvolvido junto dos operadores turísticos.” Também a empresária, Elsa Marçal frisou que o problema passou por “vender o destino porque a oferta sectorial não é integrada, tem que ser vendida num todo”.
Joaquim Ribeiro tomou novamente a palavra para referir que a união é decisiva na resolução das grandes questões e que a criatividade deverá estar sempre presente. “Temos que passar da constatação para a ação”, frisou. Ao nível da inovação referiu a necessidade de se estabelecerem parcerias alargadas a outros sectores de atividade: a título de exemplo, ao invés de feiras de turismo, sugeriu a participação em feiras de calçado no estrangeiro, colocando nessas feiras um stand turístico.
A tertúlia foi moderada por Ricardo Ambrósio, Presidente da AHRESP de Castelo Branco e contou com a presença de dez empresários da região dos sectores da hotelaria, restauração e turismo.

